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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

24 de Agosto - Dia de São Bartolomeu (Oxumaré)

OXUMARÉ 

Sincretismo: São Bartolomeu



1. A origem do Orixá Oxumaré remonta ao país Mahi (Daomé), lá chamado de Dan, que representa a serpente. Para os Yorubanos é Oxumaré, o arco-íris.
2. Segundo a lenda, metade do ano Oxumaré é macho, representado pelo arco-íris, a outra metade do ano fêmea, quando assume a forma de uma cobra. Oxumaré irradia as sete cores que caracterizam as sete Linhas de Umbanda, nelas atuando como elemento renovador.
3. Sua representação faz-se pelo arco-íris, ou pela serpente que enrola e engole seu próprio rabo, o Oroboros, símbolo que está relacionado ao ciclo de evolução, voltando-se sobre si mesmo. Esse símbolo, contém as idéias de movimento, continuidade, eterno retorno, por isso mesmo engloba em si o movimento das encarnações sucessivas dos indivíduos, mostrando sua contínua busca para a evolução. É uma referência à criação do próprio universo. Na obra Magic Symbols de Frederick Goodman, é definido como o símbolo de sabedoria dos verdadeiros filósofos. Por isso mesmo, nenhum símbolo poderia representar melhor o Orixá Oxumaré, uma vez que sua energia enseja todo esse moto contínuo, esse processo constante dos ciclos humanos, da busca de evolução pelos espíritos em diferentes planos espirituais.
4. É um Orixá do início da criação do mundo, segundo a lenda, filho de Nanã, irmão de Omulu. Dentro desse conceito, a energia do Orixá Oxumaré é associada á aglutinação da matéria para formar o mundo, sua energia estaria ligada aos astros e aos oceanos em movimento. Esse movimento representa, também, a rotação da Terra, seu translado em torno do Sol, sempre repetitivo; todos os movimentos dos planetas e astros do universo, regulados pela força da gravidade. Se essa ação terminasse de repente, o universo deixaria de existir, sendo substituído imediatamente pelo caos.
5. Através do arco-íris, Oxumaré realiza o movimento de levar e trazer a água dos mares, lagos e rios para o céu em forma de vapor, onde se aglutina em forma de nuvem que forma a chuva, que se derramará novamente sobre o solo terreno. E assim sucessivamente, sempre recomeçando esse processo continuamente.
6. Oxumaré é energia de movimento, de fertilidade, de fartura e de eterna continuidade da vida do espírito.
7. É ainda, associado ao cordão umbilical, já que realiza a ligação entre o mundo espiritual e o mundo dos homens encarnados. Pierre Verger associa Oxumaré ao misterioso, citando que na África existe uma tradição de se enterrar a placenta e o cordão umbilical do recém-nascido sob uma palmeira, que deverá ser zelada, já que a saúde daquele indivíduo dependerá da boa conservação daquela árvore.
8. Há, porém, no culto umbandista, em algumas tradições, o hábito de associar o Orixá Oxumaré como uma qualidade da Orixá Oxum. Fato que não poderia ser mais errôneo. Isso se dá pelo prefixo Oxum estar presente no nome dos dois Orixás, e pela dualidade que emana do Orixá Oxumaré, o que leva as pessoas a não saberem classificar a energia emanada desse Orixá como masculina ou feminina. Isso porque nele se encerram os dois gêneros ao mesmo tempo. Tal fato, porém, não é indicativo de que os filhos e médiuns desse Orixá carregam essa dualidade em sua vida. De forma nenhuma. A energia é dual, mas esse aspecto energético não reflete em ambigüidade ou mesmo inversão de sexualidade de seus médiuns ou filhos, fato que estaria indo contrariamente às regras criadas pelo Pai Divino, já que com isso, traria um determinismo que não pode ser compreendido em sã consciência, uma vez que bastaria que o espírito nascesse sob a proteção energética do Orixá Oxumaré para carregar em si todos os aspectos de dualidade.
9. Oxumaré é masculino e feminino; é o lado positivo e negativo, yin e yang, bem e mal. Dia e noite, tese e antítese. Ou seja, tudo aquilo que for dual está associado à energia desse Orixá, isso ocorrendo por ser ele representativo do movimento constante das coisas.
10. Características dos filhos (arquétipo) de Oxumaré: Seus filhos, assim como conta a lenda de Oxumaré, em sua maioria no início passam por muitas dificuldades, quase miseráveis, porém mais tarde, dando a grande volta em seu caminho, se tornando ricos, poderosos, e muitas vezes orgulhosos. Porém, nunca se negam a ajudar quando alguém realmente precisa deles. E não raro, é ver um filho de Oxumaré se desfazer de algo seu, em favor das necessidades, com a maior facilidade, contrapondo seu estado de orgulho e ostentação, a exibir sua riqueza. Nessa fase estão no arco-íris, a fase mais doce e sincera que possuem. São pessoas de temperamento fácil de se lidar estando calmas, porém, se tornam terríveis quando com raiva, representando nesse estado a Serpente, que vem trazendo o lado negativo de Oxumaré, o seu lado mais perigoso, que é a falsidade e a perversidade. Tudo muda em suas vidas: Os amigos, os romances, as cidades que moram. Gostam de mudanças e quando a fazem, se tornam radicais. Podem desenvolver a bissexualidade, pois faz parte de característica deste orixá, que é 6 meses homem e 6 meses mulher, não que seus filhos tenham os dois sexos, mas que podem gostar e sentir atração por homem e mulher, de forma natural.
11. Cor: Verde e Amarelo (cores do arco-íris, ou, amarelo rajado de preto)
12. Fio de Contas (Guia): Verde e Amarelo
13. Ervas: Pente de Oxumaré e a Folha da Tangerina
14. Símbolo: Cobre e Arco-íris
15. Pontos da Natureza: Próximo da queda da cachoeira
16. Flores: Amarelas
17. Pedras: Ágata (Topázio, esmeralda, diamante)
18. Metal: Latão (Ouro e Prata mesclados)
19. Saúde: Pressão baixa, vertigens, problemas de nervos, problemas alérgicos e de pele
20. Dia da Semana: Terça-feira
21. Elemento: Água
22. Chakra: Laríngeo
23. Saudação: Arrobobô Oxumaré (Eis o arco-íris)
24. Bebida: Água Mineral
25. Animais: Cobra
26. Comidas: Batata doce cozida amassada com mel e dendê colocadas em forma de cobra, bertalha com ovos
27. Data Comemorativa: 24 de Agosto
28. Sincretismo: São Bartolomeu
29. Incompatibilidade (Quizilas): Sal, Água Salgada

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

16 de Agosto - Dia de São Roque (Obaluaê)


OBALUAÊ / OMULU
Sincretismo: São Roque / São Lázaro
   





1. O nome desses Orixás está relacionado ao “rei e dono da terra”. Sua veste é representada em palha e esconde o segredo da vida e da morte. Está relacionado à terra quente e seca, como o calor do fogo e do sol.
2. Energias Divinas cultuadas desde o Antigo Egito, os Orixás Omulu e Obaluaê sempre estiveram presentes nas diversas culturas, através da figura do “Anjo da Morte”, do “Ceifador de Vidas”. Na África, essas energias eram consideradas como os Senhores da Vida e da Morte, dependendo do culto seguido. Quando os negros africanos aqui chegaram, trouxeram em sua bagagem esse conhecimento adquirido ao longo dos tempos, legando a esses Orixás os domínios sobre a morte, as doenças e à medicina.
3. É muito comum, no culto umbandista, os terreiros não fazerem diferenciação entre a energia dos Orixás Obaluaê e Omulu. No entanto, existem características distintas em cada uma dessas emanações do Criador. Provavelmente a confusão que existe em relação a essas duas Forças Cósmicas deriva do fato de que ambos os Orixás, Omulu e Obaluaê, regem as energias relacionadas à vida e morte dos espíritos encarnados.
4. No aspecto relativo à morte, o Orixá Omulu é aquele que nos encaminha após nosso desencarne até o nosso local de destino, até que nos deparemos com o resultado de nossa última existência carnal. Seus falangeiros são os espíritos que atuam na hora da libertação da matéria. É por isso que a energia desse Orixá está presente em cemitérios, hospitais, necrotérios, etc.
5. Já a energia que recebe o nome de Obaluaê, juntamente com a energia do Orixá Nanã, é encarregado de trazer o espírito à nova vida que irá ter na matéria. Obaluaê é o Senhor das Passagens. Seus falangeiros respondem pela elaboração do projeto da nova encarnação do espírito, fazendo a redução do períspirito até o tamanho fetal, atuando na ligação do espírito ao corpo, após a fecundação, fixando-o ao útero materno para o desenvolvimento com vida e posterior nascimento.
6. Obaluaê, assim como Omulu, traz a cura para as nossas doenças. É a energia de Obaluaê que possibilita a atuação dos médicos e profissionais de saúde para trazerem o alívio necessário às dores dos que sofrem. É considerado o médico dos pobres.
7. É o Orixá da transformação. São energias desintegradas, energia letal. É também conhecido como o senhor da morte e destruição. Rege a transmutação em todos os sentidos. Por isso é muitas vezes mal compreendido e chamado do “senhor do cemitério” o que não está correto, porque Omulu rege a transformação, e não somente a morte, embora seja a maior das transformações que um ser humano possa passar.
8. Características dos filhos (arquétipo) de Omulu/Obaluaê: O arquétipo de Omulu/Obaluaê é o das pessoas com tendências masoquistas, que gostam de exibir seus sofrimentos e as tristezas das quais tiram uma satisfação íntima. Pessoas que são incapazes de se sentirem satisfeitas quando a vida lhes corre tranqüila. Podem atingir situações materiais invejáveis e rejeitar, um belo dia, todas essas vantagens por causa de certos escrúpulos imaginários. Pessoas que em certos casos sentem-se capazes de se consagrar ao bem-estar dos outros, fazendo completa abstração de seus próprios interesses e necessidades vitais. Introspectivos, pensativos, reservados, observadores, pesquisadores, modestos, simples e misteriosos. Normalmente tem poucos, mas sinceros amigos. São lentos, calmos e agitados ao mesmo tempo. São estudiosos quando se interessam  por um assunto e de preferência místico. Gostam de lugares sombrios e sem muita gente. No lado negativo são medrosos, indecisos e apreensivos. São fatalistas, dramáticos e exagerados, teimosos, pirracentos, nervosos e ansiosos.
9. Cor: Branco e Preto
10. Fio de Contas (Guia): Branco e preto (intercalando as duas cores)
11. Ervas: Velame, mastruço, vassoura preta, folha de laranja lima, folhas de milho
12. Símbolo: Cruz
13. Pontos da Natureza: Cruzeiro do cemitério
14. Flores: Quaresmeira, cravo vermelho, rosas brancas, palmas
15. Pedras: Ônix, Turmalina Negra
16. Metal: Chumbo
17. Saúde: todos os órgãos (responsável pelo funcionamento do organismo num geral)
18. Dia da Semana: Segunda-feira
19. Elemento: Terra
20. Saudação: Atoto Obaluaê! Atoto Meu Pai!
21. Bebida: Vinho tinto, aloá, sumo de suas próprias ervas
22. Fruta: Banana da terra, abacaxi, laranja lima
23. Comidas: Coco fatiado coberto com mel e pipocas
24. Data Comemorativa: Obaluaê – 16 de Agosto e Omulu – 02 de Novembro
25. Sincretismo: Omulu – São Lázaro / Obaluaê – São Roque
26. Incompatibilidades (Quizilas): Carne de Porco, caranguejo, genipapo. 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

26 de Julho - Dia de Sant'Ana

NANÃ BURUQUÊ 

Sincretismo: Sant’Ana




1. A Orixá Nanã Buruquê sincretiza com Nossa Senhora de Santa Ana, avó de Jesus, por ser caracterizada como uma Iabá anciã, já que é a força da natureza feminina mais antiga na criação divina. Para alguns, Nanã Buruquê é a “Senhora dos Mistérios”, pois Nanã teve participação ativa na criação do mundo. Tanto é assim, que se louva Nanã no ponto como: “Se minha Mãe é Saluba... A Orixá mais velha do céu...”
2. A Orixá Nanã é primordial, é a energia que dá origem ao mundo, é a energia que é Criadora, é representativa da junção do elemento Terra e Água, que gera o elemento primordial de onde surgiu toda a vida no Planeta Terra. Da lama, do barro, surgiu a primeira manifestação de vida no planeta. Dessa energia que surge toda a vida e é para essa energia que volta toda a vida quando finda a encarnação.
3. Nanã Buruquê, ou Burucu, ou Anemburoquê, é a Orixá feminina do fundo das águas de lago ou mar, do lodo e da lama, e da velhice. É a mais velha orixá feminina; mãe de todos os orixás, para alguns, ou apenas de Obaluaê e Oxumaré. Em alguns mitos, é esposa de Oxalá e está ligada à criação do mundo. Nanã sintetiza em si morte, fecundidade e riqueza.
4. Nanã é quem participa na formação da vida, é o princípio, o meio e o fim da Criação, tem o poder de dar vida e forma aos seres humanos. É ela que manipula o elemento água e terra formadores da vida na Terra. Tanto é assim que seu elemento natural é a lama dos pântanos, as águas paradas da natureza.
5. Regula tanto o nascimento quanto a morte do ser encarnado. Nanã responde, juntamente com Obaluaê pelo equilíbrio energético da matéria e do espírito. A energia regida por Nanã é muito utilizada nos problemas espirituais, desmanchando miasmas e obsessões, bem como se deve invocá-la nos processos cirúrgicos.
6. É a Orixá que tem forte ligação com os “eguns” (espíritos dos mortos), já que é associada com a criação e a morte dos seres vivos. Somente através da morte do corpo poderemos voltar a nascer, ter outra vida, uma nova encarnação, um novo destino, e nesse processo a energia responsável por essa transformação contínua é a que vem através de Nanã.
7. No processo de encarnação do espírito, Nanã atua junto com energia de Obaluaê na preparação e adormecimento do espírito que irá ocupar novamente uma matéria. Obaluaê é responsável pelo processo energético da redução do períspirito à forma do feto, enquanto Nanã responde pelo adormecimento emocional do espírito, decantando as emoções desses espírito para uma nova experiência na matéria, fazendo com que esses espírito reencarnante não tenha lembranças de nada que vivenciou anteriormente.
8. Portanto, um dos campos de atuação de Nanã é a “memória” dos seres. Por isso, é a Orixá que rege a velhice, a senilidade, por estar associada à época de nossas vidas em que já começamos a não ter lembranças de tudo que nos acontece. E, se Oxóssi aguça o raciocínio, ela adormece os conhecimentos do espírito para que eles não interfiram com o destino traçado para toda uma encarnação.
9. Características dos filhos (arquétipo) de Nanã Buruquê: É o arquétipo das pessoas que agem com calma, benevolência, dignidade e gentileza. Das pessoas lentas no cumprimento de seus trabalhos e que julgam ter a eternidade à sua frente para acabar seus afazeres. Elas gostam das crianças e educam-nas, talvez, com excesso de doçura e mansidão, pois têm tendência a se comportarem com a indulgência dos avós. Agem com segurança e majestade. Suas reações bem-equilibradas e a pertinência de suas decisões mantêm-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça.
10. Cor: Roxa ou Lilás
11. Fio de Contas (Guia): Lilás Cristal
12. Ervas: Manjericão roxo, Ipê roxo, Folha da Quaresma, Erva de Passarinho, Dama da noite
13. Símbolo: Chuva
14. Pontos da Natureza: Lagos, águas profundas, lama, pântanos
15. Flores: Todas as flores roxas
16. Pedras: Ametista, Tanzanita, Cacoxenita
17. Metal: Latão ou Níquel
18. Saúde: Dor de cabeça e Problemas Intestino
19. Dia da Semana: Sábado
20. Saudação: Saluba Nanã!
21. Bebida: Champanhe
22. Frutas: melão, melancia, jaca, banana, pêssego, pêra, maçã, uvas de todas as espécies 
23. Data Comemorativa: 26 de julho
24. Sincretismo: Sant’Ana
25. Incompatibilidade (Quizilas): Lâminas e multidões

quarta-feira, 23 de maio de 2012

24 de Maio - Dia de Santa Sara Kali

SANTA SARA KALI - A PADROEIRA DO POVO CIGANO

  

Santa Sara Kali é a padroeira dos roma (ciganos).
O seu nome, tal como o de Sara no Antigo Testamento, pode ser um nome hebraico que indica uma mulher de alta sociedade, que algumas vezes é traduzido como “princesa” e outras “senhora”. Já o epíteto Kali deve significar "negra", da língua indiana sânscrito, pela sua tez ser escura. Seu culto se liga ao das Virgens Negras.
As lendas a identificam como a serva de uma das três mulheres de nome Maria que estavam presentes à crucificação de Jesus.
Algumas falam que ela seria serva e parteira auxiliar de Maria, e que Jesus, por esta te-lo trazido ao mundo, teria uma alta estima por ela. Outras, que era serva de Maria Madalena.

Seu centro de culto é a cidade de Saintes-Maries-de-la-Mer, na França, onde ela teria chegado junto com Maria Jacobina, irmã de Maria, mãe de Jesus, Maria Salomé, mãe dos apóstolos Tiago e João, Maria Madalena, Marta, Lázaro e Maxíminio. Eles teriam sido jogados no mar em um barco sem remos nem provisões, e Sara teria rezado e prometido que se chegassem a salvo em algum lugar ela passaria o resto de seus dias com a cabeça coberta por um lenço. Eles depois disso chegaram a Saintes-Maries, onde algumas lendas dizem, foram amparadas por um grupo de ciganos.
A imagem de Santa Sara fica na cripta da igreja de Saint Michel, onde estariam depositados seus ossos.
Fontes variam: se sua canonização consta de 1712, ou se é uma santa regional. Sua festa é celebrada nos dias 24 e 25 de maio, reunindo ciganos de todo o mundo.

Sua imagem é coberta de lenços, sendo ela uma protetora da maternidade. Mulheres (romi) que não conseguem engravidar e mulheres que pedem por um bom parto, ao terem seus pedidos atendidos, depositam aos seus pés um lenço (diklô). Centenas de lenços se acumulam aos seus pés.
As pessoas fazem todo tipo de pedido para Santa Sara, por sua fama de atender todos os que depositam verdadeira fé nela.
Santa Sara é a santa dos desesperados, dos ofendidos e dos desamparados.


ORAÇÃO A SANTA SARA

Santa Sara, minha protetora, cubra-me com seu manto celestial. 
Afaste as negatividades que porventura estejam querendo me atingir.

Santa Sara, protetora dos ciganos, 
sempre que estivermos nas estradas do mundo, 
proteja-nos e ilumine nossas caminhadas. 

Santa Sara, pela força das águas, pela força da Mãe-Natureza, 
esteja sempre ao nosso lado com seus mistérios. 
Nós, filhos dos ventos, das estrelas, da Lua cheia e do Pai, 
só pedimos a sua proteção contra os inimigos. 

Santa Sara, ilumine nossas vidas com seu poder celestial, 
para que tenhamos um presente e um futuro tão brilhantes, 
como são os brilhos dos cristais.

Santa Sara, ajude os necessitados, 
dê luz para os que vivem na escuridão, 
saúde para os que estão enfermos, 
arrependimento para os culpados e paz para os intranqüilos 

Santa Sara, que o seu raio de paz, 
de saúde e de amor possa entrar em cada lar neste momento. 

Santa Sara, dê esperança de dias melhores 
para essa humanidade tão sofrida. 

Santa Sara milagrosa, protetora do povo cigano, 
abençoe a todos nós, que somos filhos do mesmo Deus.

Fonte: Wikipedia, Internet

segunda-feira, 21 de maio de 2012

22 de Maio - Dia de Santa Rita (Obá)


OBÁ
 Sincretismo: Santa Rita de Cássia





1. Orixá feminina, pouco cultuada em terreiros de Umbanda. A maioria dos terreiros espalhados pelo Brasil cultuam Obá como sendo a mesma Orixá Iansã, pois segundo a lenda Obá era irmã de Oyá (Iansã) e suas histórias se misturam.

2. Guerreira, veste vermelho e branco, usa escudo, arco e flecha (Ofá).
3. Obá representa as águas revoltas dos rios. As pororocas, as águas fortes, o lugar das quedas são considerados domínios de Obá. Ela também controla o barro, água parada, lama, lodo e as enchentes. Trabalha junto com Nanã.
4. Representa também o aspecto masculino das mulheres (fisicamente) e a transformação dos alimentos de crus em cozidos. É também a dona da gira.
5. Orixá, embora feminina, energética, temida, e forte, considerada mais forte que muitos Orixás masculinos, vencendo na luta Oxalá, Oyá (Iansã), Oxumaré e Exú.
6. Características dos filhos (arquétipo) de Obá: Os filhos e filhas de Obá são lutadores, bravos, um tanto agressivos, o que as levam a serem pouco compreendidos. Frequentemente tendem a terem experiências infelizes e amargas. São ciumentos, pois são muito zelosas com tudo que lhe pertencem. Porém, pessoas de grande valor e dedicação. Tendem a alcançar seus ideais. Dedicadas e muitas vezes ingênuas, principalmente em relação ao amor e as amizades.
7. Cor: Marrom raiado, vermelho e amarelo
8. Fio de Contas (Guia): Marrom, vermelho ou amarelo
9. Ervas: Louro, Mãe-boa, Manjericão roxo
10. Símbolo: Ofange (Espada) e Escudo de cobre
11. Pontos da Natureza: Águas revoltas
12. Flores: Gerânio, flor de Romã
13. Pedras: Quartzo 
14. Metal: Cobre
15. Dia da Semana: Quarta-feira
16. Elemento: Fogo e Água
17. Saudação: “Obá Siré!”
18. Bebida: Champanhe
19. Comidas: Inhame
20. Data Comemorativa: 22 de maio
21. Sincretismo: Santa Rita de Cássia
22. Incompatibilidades (Quizilas): Abóbora e rato

domingo, 13 de maio de 2012

13 de Maio - Dia dos Pretos Velhos e das Pretas Velhas

LINHA DE PRETOS-VELHOS E PRETAS-VELHAS
   

1. Pai Antônio foi o primeiro preto velho a se manifestar na Religião de Umbanda em seu médium Zélio Fernandino de Moraes onde se estabeleceu a Tenda Nossa Senhora da Piedade. Assim, ele abriu essa “linha” para nossa religião, introduzindo o uso do cachimbo, guias e o culto aos Orixás.
2. O “Preto-Velho” está ligado à cultura religiosa Afro-Brasileira em geral e à Umbanda de forma específica, pois dentro da Religião Umbandista este termo identifica um dos elementos formadores de sua liturgia, representa uma “linha de trabalho”, uma “falange de espíritos”, todo um grupo de mentores espirituais que se apresentam como negros anciões, ex-escravos, conhecedores dos Orixás Africanos.
3. São trabalhadores da espiritualidade, com características próprias e coletivas, que valorizam o grupo em detrimento do ego pessoal, ou seja, são simplesmente pretos e pretas velhas como Pai João e Vó Maria, por exemplo.
4. Milhares de Pais João e de Avós Maria, o que mostra um trabalho despersonalizado do elemento individual valorizando o elemento coletivo identificado pelo termo genérico “preto-velho”. Muitos até dizem “nem tão preto e nem tão velho”, ainda assim “preto velho fulano de tal”. A falta de informação é a mãe do preconceito, e, no caso do “preto-velho”, muitos que são leigos da cultura religiosa Umbandista ou de origem africana desconhecem valor do “preto-velho” dentro das mesmas.
5. Preto é Cor e Negro é Raça, logo o termo “preto-velho” torna-se característico e com sentido apenas dentro de um contexto, já que fora de tal contexto o termo de uso amplo e irrestrito seria “Negro Velho”, “Negro Ancião” ou ainda “Negro de idade avançada” para identificar o homem da raça negra que encontra-se já na “terceira idade” (a melhor idade). Por conta disso alguns sentem-se desconfortáveis em utilizar um termo que à primeira vista pode parecer desrespeitoso ao citar um amável senhor negro, já com suas madeixas brancas, cachimbo e sorriso fácil, por trás do olhar de homem sofrido, que na humildade da subjugação forçada e escrava encontrou a liberdade do espírito sobre a alma, através da sabedoria vinda da Mãe África, na figura de nossos Orixás, vindo ao encontro da imagem e resignação de nosso senhor Jesus Cristo.
6. Alguns preferem chamá-los apenas de “Pais Velhos” o que é bonito ao ressaltar a paternidade, mas ao mesmo tempo oculta a raça que no caso é motivo de orgulho. São eles que souberam passar por uma vida de escravidão com honra e nobreza de caráter, mais um motivo de orgulho em se aufo-afirmar “Nêgo Véio” e ex-escravo; talvez assim se mantenham para que nunca nos esqueçamos que em qualquer situação temos ainda oportunidade de evoluir. Quanto mais adversa maior a oportunidade de dar o testemunho de nossa fé.
7. O “preto-velho” é um ícone da Umbanda, resumindo em si boa parte da filosofia umbandista. Assim, os espíritos desencarnados de ex-escravos se identificam e muitos outros que não foram escravos, nesta condição, assim se apresentam também em homenagem a eles, por tê-los como Mestres no astral.
8. No imaginário popular, por falta de informação ou por má fé de alguns formadores de opinião, a imagem do “preto-velho” pode estar associada por alguns a uma visão preconceituosa, há ainda os que se assustam “com estas coisas” pois não sabem que a Umbanda é uma religião e como tal tem a única proposta de nos religar a Deus, manifestando o espírito para a caridade e desenvolvendo o sentimento de amor ao próximo. Não existe uma Umbanda “boa” e uma Umbanda “ruim”, existe sim única e exclusivamente uma Umbanda que faz o bem, caso contrário não é Umbanda e assim é com os “Pretos-Velhos”, todos fazem o bem sem olhar a quem, caso contrário não é de fato um “preto-velho”, pode ser alguém disfarçado de “velho-negro”, o “preto-velho” trabalha única e exclusivamente para a caridade espiritual.
9. São espíritos que se apresentam desta forma e que sabem que em essência não temos raça nem cor, a cada encarnação, temos uma experiência diferente. Os pretos velhos trazem consigo o “mistério ancião”, pois não basta ter a forma de um velho, antes, precisam ser espíritos amadurecidos e reconhecidos como irmãos mais velhos na senda evolutiva.
10. Quanto menos valor se dá a forma, mais valor se dá à mensagem, e “preto-velho” fala devagar, bem baixinho; quando assim se pronuncia, todos se aquietam para ouvi-lo, parece-nos ouvir na língua Yorubá a palavra “Atotô”, saudação a Obaluayê que quer dizer exatamente isso: “Silêncio”.
11. Nas culturas antigas o “velho” era sempre respeitado e ouvido como fonte viva do conhecimento ancestral. Hoje ainda vemos este costume nas culturas indígenas e ciganas. Algumas tradições religiosas mantêm esta postura frente o sacerdote mais velho, trata-se de uma herança cultural religiosa tão antiga quanto nossa memória ou nossa história pode ir buscar, tão antigos também são alguns dos pretos velhos que se manifestam na Umbanda.
12. Muitos já estão fora do ciclo reencarnacionista, estão libertos do karma, já desvendaram o manto da ilusão da carne que nos cobre com paixões e apegos que inexoravelmente ficarão para trás no caminho evolutivo.
13. O dia 13 de Maio, dia da Libertação dos Escravos no Brasil, é comemorado o dia dos “Pretos-Velhos”
14. Usamos para eles velas brancas ou bicolores, metade preta e metade branca. Tomam café e fumam cachimbo.
15. Representam a humildade, não têm raiva ou ódio pelas humilhações, atrocidades e torturas a que foram submetidos no passado.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

23 de Abril - Dia de São Jorge (Ogum)

OGUM
Sincretismo: São Jorge





1. Ogum, na Umbanda, representa uma das forças da natureza oriundas de Deus, que se manifesta na forma de energia ligada à perseverança, à coragem de vencer demandas, atuando na defesa de toda a natureza, sendo executor da Lei. Sua energia está em todos os lugares.
2. Por vir representado pelos seus falangeiros, como energia vibrante e enérgica, Ogum é símbolo de atividade, de vigor, de possibilidade de a criatura humana buscar na natureza os recursos para vencer suas fronteiras, físicas e espirituais, revitalizando ou descobrindo sua energia vital, às vezes, nem sempre conhecida pelo indivíduo.
3. Os pontos cantados para louvar Ogum trazem também essa energia, todos eles ressaltando suas qualidades de bravo guerreiro e vencedor de demandas. É comum vermos nos pontos cantados para Ogum a junção dos vários elementos da natureza sendo louvados quando invocamos seus falangeiros.
4. Quando o filho de fé invoca o Orixá Ogum, está invocando forças que o levem a lutar e vencer sobre as forças que o querem levar ao declínio, agindo a energia de Ogum como elemento revitalizador que possibilita sua ascensão, sua conquista ao fim desejado. Assim como Oxalá, Ogum também é força, é misericórdia, é socorro.
5. Ogum vibra sua energia nos Caminhos, nas entradas, sempre vigilante, aplicando a Lei Divina com rigidez e firmeza, conforme a atitude daquele que o leva a agir.
6. Os falangeiros de Ogum são representados por espíritos guerreiros, de soldados, daí também, advir o sincretismo desse Orixá com São Jorge, no Rio de Janeiro e São Paulo, comemorando-se seu dia em 23 de abril. Na verdade, compara-se Ogum a São Jorge pelas características desse santo guerreiro: São Jorge veste uma armadura de guerra e monta um cavalo branco. Utiliza a lança e a espada para vencer o dragão, que no caso de Ogum, traz o simbolismo de que através de sua coragem e destemor, sua energia é capaz de trazer a proteção necessária para o combate às forças do Astral Inferior, e o dragão representaria a alegoria de que as forças dos espíritos trevosos e obsessores não são capazes de vencer e derrubar seus filhos.
7. A força de Ogum é representada por sua espada, sua lança, seu escudo (“Ogum quando vem lá de Aruanda, traz uma espada, e uma lança na mão...”), e através do metal de sua espada, Ogum corta o mal e vence demanda do filho que a ele roga sua benção e proteção, mobilizando toda a sua energia para esse caminho.
8. Ogum atua com todos os elementos naturais: Ar, Fogo, Água, Terra e, por não ter elemento da natureza específico no qual estabelece sua vibração, Ogum atua em todos eles em conjunto com os demais Orixás, trazendo seus falangeiros características dessa vibração de Ogum com a vibração do Orixá que rege outro campo vibratório da Natureza.
9. Dessa forma encontramos os desdobramentos da energia do Orixá Ogum, sendo que os principais são:
    a. Ogum Megê – Trabalha em harmonia com Omulu, na entrada da calunga pequena (cemitério).
    b. Ogum Rompe Mato – Trabalha em harmonia completa com Oxóssi, na entrada da Mata. Podendo ser cultuado tanto na terça-feira, dia de Ogum, quanto na quinta-feira, dia de Oxóssi.
    c. Ogum Beira-Mar – Trabalha na orla marítima em harmonia com Iansão e Iemanjá.
    d. Ogum Iara – Trabalha na cachoeira em harmonia com Oxum.
    e. Ogum de Lei – Trabalha com as Almas em harmonia com Xangô, Omulu, Oxum e Ogum Iara.
10. Não se pode deixar de citar, ainda, que dentro desses desdobramentos, encontram-se os desdobramentos destes chefes de linha, como no caso do Ogum Sete Ondas que vem a ser o desdobramento da vibração de Ogum Beira-Mar. E, por conseguinte, os desdobramentos do próprio Ogum Sete Ondas, em Ogum Sete Ondas do Fundo do Mar, da Beira da Praia, etc...
11. Ogum é responsável pelos caminhos. Se Exu é aquele que abre caminhos, o faz em nome de Ogum, que estabelece a ligação entre os diferentes locais, determinando a atuação de Exu. Por isso mesmo, abrem-se as giras de Exu nos terreiros de Umbanda, pedindo licença à Ogum.
12. Características dos filhos (arquétipo) de Ogum: De acordo com Pierre Verger, o arquétipo de Ogum é o das pessoas fortes, aguerridas e impulsivas, incapazes de perdoar as ofensas de que foram vítimas. Das pessoas que perseguem energicamente seus objetivos e não se desencorajam facilmente. Daquelas que, nos momentos difíceis, triunfam onde qualquer outro teria abandonado o combate e perdido toda a esperança. Das que possuem humor mutável, passando de furiosos acessos de raiva ao mais tranqüilo dos comportamentos. Finalmente, é o arquétipo das pessoas impetuosas e arrogantes, daqueles que se arriscam a melindrar os outros por uma certa falta de discrição quando lhe prestam serviços, mas que, devido à sinceridade e franqueza de suas intenções, tornam-se difíceis de serem odiadas.
13. Cor: Vermelha
14. Fio de Contas (Guia): Vermelha e Branca
15. Ervas: Espada de São Jorge, Aroeira e São Gonçalinho
16. Símbolo: Espada, Lança e Escudo
17. Pontos da Natureza: Clareira no meio da mata, estrada de rodagem e de ferro
18. Flores: Cravos brancos e vermelhos, palmas vermelhas e crista de galo
19. Pedras: Granada, Rubi, Magnetita, Safira, Azurita
20. Metal: Ferro, Aço e Manganês
21. Saúde: ele rege o coração e as glândulas endócrinas
22. Dia da Semana: Terça-feira
23. Elemento: Fogo
24. Essência: Violeta
25. Saudação: Patakuri Ogum, Ogunhê meu Pai
26. Bebida: Cerveja branca
27. Fruta: Manga espada
28. Comidas: Inhame assado na brasa partido ao meio regado com dendê e mel, amendoim.
29. Data Comemorativa: 23 de Abril
30. Sincretismo: São Jorge
31. Incompatibilidades (Quizilas): Quiabo

terça-feira, 13 de março de 2012

Mensagem de um Preto Velho

Depois de chamar alguns filhos, o Vovozinho pediu que transmitissem a todos uma linda mensagem.
Um dos filhos se levantou e pediu a atenção.

"Pai Bento pediu para passarmos uma mensagem dele para vocês.
Tenham sempre a cabeça firme, mas também o coração aberto.
Tudo que fizerem, fazer de coração.
De coração aberto, de coração limpo.
Deem o seu melhor, sempre de coração.
Todos os dias quando acordarem, agradeçam a Deus pela vida, por mais um dia, por poder realizar tudo aquilo o que quiser.
Agradeçam por estarem vivos e por terem saúde, por terem corpo e mente para fazer tudo.
Nunca se esqueçam de agradecer, pois temos tudo que precisamos e muitos não tem nem corpo e nem mente para seguir adiante em sua caminhada.
Agradeçam todos os dias, assim que abrirem os olhos, pois estão vivos!
Tenham firmeza na mente, coração aberto e nunca percam a fé!"

Axé a todos!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Mensagem

Existem felicidade maior que servir?
Do que ver a luz que cada um de nós carrega dentro do corpo, a luz da alma.
E tudo que é iluminado por essa energia cósmica, divina e terrena.
A luz reflete.
Reflete em cada sorriso, em cada olhar, em cada lágrima de alegria e emoção.
Reflete em cada alma que reflete novamente.
Refletir é ir e voltar.
Quando essa luz retorna, ela alimenta a que iniciou.
Se volta maior ou menor, depende.
Depende de quantas vezes ela refletiu, depende de quão pura ela se manteve.
Mas quando ela volta, ela traz acima de tudo a PAZ!
Paz do corpo, paz da alma, paz no coração que se sente tocado.
O toque de Deus.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

20 de Janeiro - Dia de São Sebastião (Oxóssi)

OXÓSSI
Sincretismo: São Sebastião



1. Oxóssi, na Umbanda, é representado pela linha de caboclos e caboclas, entre eles Urubatã, Araribóia, Caboclo das Sete Encruzilhadas, Sete Flechas, Cabocla Jurema, etc.
2. Sua energia é derivada da mata. É o Orixá da caça e da fartura. É associado ao frio e à noite.
3. Oxóssi ensina o equilíbrio ecológico parecendo um índio muito forte; caça os espíritos perdidos os trazendo para a luz.
4. Oxóssi é considerado o chefe dos caboclos, índios e boiadeiros. Quando seus falangeiros incorporam nos terreiros, são as entidades que mais se locomovem, fazendo movimentos rápidos e emitindo seus assovios e brados de guerreiros da mata. A grande maioria dos trabalhadores da linha de Oxóssi é formada por grandes guerreiros que combatem e desmancham trabalhos de feitiçaria e magia negativa.
5. Enquanto Orixá que encerra a fartura e a prosperidade, a energia de Oxóssi propicia o alimento material e o alimento do espírito na eterna busca pela sua evolução. Dinamiza a sede pelo saber nos espíritos fragilizados.
6. No Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo é sincretizado com São Sebastião e festejado por isso em 20 janeiro; na Bahia, é sincretizado com São Jorge, cujo dia de festa é 23 de abril.
7. A energia de Oxóssi é regente também da fauna e da flora, da lavoura e da agricultura, permitindo boa colheita e plantio. Os Caboclos trouxeram para a Umbanda toda a magia dos Pajés, a defumação pelos charutos e cachimbos, e o poder milagroso das ervas que são passadas para banhos de limpeza e chás para a parte física; ajudam na vida material com trabalhos de magia positiva, limpam a nossa aura e proporcionam uma energia de força que irá auxiliar e encorajar o nosso espírito preparando-o para que consigamos o nosso objetivo. Com uma postura forte, de voz vibrante, os caboclos trazem as forças da natureza, manipulando essas energias para trabalhar nas questões de saúde, vitalidade e no corte de correntes espirituais negativas. Seu linguajar pode se assemelhar ao dos indígenas, paramentados ou não com cocares, arcos e flechas, machadinha e espadas.
8. Características dos filhos (arquétipo) de Oxóssi: As pessoas consideradas filhas de Oxóssi são alegres, expansivas, preferem agir a noite, como os caçadores. São faladores, ágeis e de raciocínio muito rápido. Sabem lutar e alcançar o que almejam, como que lançando uma flecha e acertando o alvo. Sabem dominar mas quando raivosos, ferem as pessoas com palavras e atitudes, como se fosse dada uma flechada. Quando amam, são zelosos e fiéis, não toleram ser enganados. São muito trabalhadores e honestos.
9. Cor: Verde
10. Fio de Contas (Guia): Verde e branco, ou somente verde
11. Ervas: Acácia-jurema, alecrim de caboclo, araçá, cabelo-de-milho.
12. Símbolo: Arco e flecha
13. Pontos da Natureza: Matas
14. Flores: Flores do campo
15. Pedras: Jade, Malaquita, Quartzo Verde, Amazonita
16. Metal: Bronze e Latão
17. Saúde: Aparelho Respiratório
18. Dia da Semana: Quinta-feira
19. Elemento: Terra
20. Saudação: “Okê Arô, Okê Odé”, “Okê Caboclo”, “Okê Bambi Ôcrim”
21. Bebida: Água, Vinho tinto, Sumo de Frutas, caldo de cana
22. Fruta: Frutas Variadas
23. Comidas: Milho
24. Data Comemorativa: 20 de Janeiro
25. Sincretismo: São Sebastião
26. Incompatibilidades (Quizilas): Cabeça de animais, mel e ovo

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Boas vibrações e muitas realizações em 2012!

Queridos amigos!


Antes de mais nada quero desejar a todos um novo ano cheio de realizações, aprendizados e muitas alegrias e conquistas.
Que Nosso Pai Maior Olorum (Deus) esteja presente na vida de cada um, nos lembrando de sermos pessoas melhores para si e para o mundo.
Que Nosso Pai Oxalá (Jesus Cristo), juntamente com todos os Orixás nos iluminem em nossa difícil caminhada.
Que nossos Guias e protetores possam nos trazer mais mensagens e lições do Criador, para nossa caminhada rumo à evolução.
Que nossos Anjos da Guarda continuem nos cobrindo com suas asas, nos protegendo de todo mal.


Para iniciar nosso ano trago para o conhecimento (para os que não conhecem) e lembrança (para os que conhecem) um lindíssimo Hino.


Peço a TODOS que ouçam as palavras e tragam para seu coração seus significados, independente de religião ou fé, mas que ouçam com o coração acima de tudo.


Trago para vocês o Hino da Umbanda, neste vídeo cantado por Pai Élcio de Oxalá, uma das vozes mais lindas que já pude ouvir cantar.








HINO DA UMBANDA


"Refletiu a Luz Divina
Com todo seu esplendor
Vem do reino de Oxalá
Onde há paz e amor
Luz que refletiu na terra
Luz que refletiu no mar
Luz que veio de Aruanda
Para o mundo iluminar.
A Umbanda é paz e amor
É um mundo cheio de luz
É a força que nos dá vida
E a grandeza nos conduz.
Avante filhos de fé
Como a nossa Lei não há
Levando ao mundo inteiro
A bandeira de Oxalá!"




A todos um 2012 cheio de Paz, Saúde e Amor no coração!
Axé a todos!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

25 de Dezembro - Natal de Jesus Cristo (Oxalá)

OXALÁ
Sincretismo: Jesus Cristo



1. Na Umbanda, Oxalá representa o mais alto na hierarquia dos Orixás, tendo como contraparte nosso Mestre Jesus, o médium supremo.
2. Nos pontos riscados é representado por uma estrela de cinco pontas.
3. Como Orixá na Umbanda, Oxalá se apresenta sob três formas:
    a. Oxaguian: o Oxalá Menino, que é sincretizado com o Menino Jesus de Praga.
    b. Oxalufan: o Oxalá Velho, sincretizado com Jesus no Monte das Oliveiras.
    c. Oxalá: sincretizado com Jesus Cristo.
4. Tanto na Umbanda quanto no Candomblé é de Oxalá a tarefa  da criação da humanidade. Por isso a equivalência a Jesus, manifestação máxima de Deus trino: Pai, Filho, Espírito Santo. Além de responsável pelo molde dos primeiros seres humanos na Terra, é considerado também o criador da cultura material.
5. Oxalá é representado nos Congás por Jesus e é a autoridade suprema na Umbanda. É ele quem ordena aos Orixás que venham ajudar seus filhos por meio dos Guias e Mensageiros que vêm em Terra. Sua imagem é a de Jesus Cristo, sem a cruz e sua cor é branca.
6. Oxalá é considerado o Orixá maior na Umbanda, porque é capaz de atuar em todos os elementos e vibrações através dos outros Orixás.
7. Oxalá nos cultos afro-brasileiros: O mais importante e elevado do Panteão Iorubá; foi o primeiro Orixá criado por Olorum (o Deus supremo). E um dos Orixás Fun-Fun (da cor branca). São muitas as suas lendas e extensa sua origem e história na África. No Brasil, são mais conhecidos Oxalufan, “o velho” e Oxaguian, “o moço”. Na sua forma “guerreira”, Oxalá carrega uma espada, cheio de vigor e nobreza; na condição de velho e sábio, curvado pelo peso dos anos, é uma figura nobre e bondosa que carrega um cajado, o Opaxorô, de forte simbologia, utilizado para separação do Orun (o Céu) e o Ayié (a Terra). No Brasil é o mais venerado e sua maior festa é uma cerimônia chamada “Águas de Oxalá”, que diz respeito à sua lenda dos sete anos de encarceramento, culminando com a cerimônia do “Pilão de Oxaguian”, para festejar a volta do Pai. Esse respeito advém da sua condição delegada, por Olorum, da criação e governo da Humanidade.
8. Características dos filhos (arquétipo) de Oxalá: Os filhos de Oxalá são pessoas tranqüilas, que tendem à calma até nos momentos mais difíceis. São amáveis e pensativos, mas não costumam ser subservientes. São articulados, reservados e às vezes muito teimosos, sendo difícil convencê-los de que estão errados na resolução de um problema. São bastante participativos, gostam muito da cor branca, são extremamente sinceros, inteligência aguçada, aprendem com facilidade, se adaptam facilmente a qualquer situação, são vaidosos, confusos, sempre estão com algum problema pendente, inventam estórias que mais parece conto de fadas, querem sempre resolver os problemas dos outros. Têm pressa em tudo, tem forte poder de liderança. Em Oxalufan, o Oxalá mais velho aparece com tendência para o debate e a argumentação. 
9. Cor: Branca
10. Fio de Contas (Guia): Branca leitosa
11. Ervas: Boldo, Arnica, Alecrim, Flor e folha da laranjeira, hortelã, erva cidreira
12. Símbolo: Estrela de cinco pontas
13. Pontos da Natureza: Éter e Luz
14. Flores: Camélia
15. Pedras: Cristal de Rocha, Quartzo leitoso
16. Metal: Ouro
17. Dia da Semana: Domingo
18. Elemento: Ar
19. Saudação: “Epa, Epa, Baba!”
20. Bebida: Vinho Branco, leite, água mineral e sumo das próprias ervas
21. Data Comemorativa: 25 de dezembro ou 01 de janeiro
22. Sincretismo: Jesus Cristo
23. Incompatibilidades (Quizilas): Comidas preparadas no Azeite de Dendê

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

08 de Dezembro - Dia de N.Sra. da Conceição (Iemanjá)

IEMANJÁ
Sincretismo: Nossa Senhora da Conceição



1. No Candomblé Iemanjá é mais conhecida como Yemonja que quer dizer mãe cujo filhos são peixes, é a senhora do rio Ógún.
2. A Orixá Iemanjá sincretiza com diversas representações de Nossa Senhora, por representar a grande mãe, provedora e que acolhe os filhos em seus braços, assim como Nossa Senhora sempre acolheu seu filho, Jesus. Também conhecida como Senhora da Coroa Estrelada ou Janaína (do tupi-africano) é a deusa do mar e protetora das mães e das esposas.
3. Iemanjá é símbolo da personalidade feminina, da beleza e da reprodução.
4. Na natureza, liga-se às águas do mar (conhecido também como calunga grande). Rege também todas as substâncias que se encontram no fundo dos mares. É, também, na vibração de Iemanjá que atuam as famosas sereias e as ondinas, seres elementais da Natureza.
5. Iemanjá é a energia geradora, representa a mãe do Universo. Quando incorporadas, as entidades dessa linha gostam de trabalhar com água do mar, expressando-se de forma serena. Fazem uso da mecânica de incorporação emitindo sons que são verdadeiros mantras que são confundidos por lamentos devido a associação do canto das sereias. Nada impede que médiuns homens trabalhem com essas entidades pois todos tem o equilíbrio dentro de si.
6. Da linha de Iemanjá provêem as Caboclas das águas, doce e salgada, cujas falanges descarregam os terreiros e as pessoas que comparecem aos Templos, limpando fluidicamente o ambiente dos Templos e as pessoas que lá comparecem.
7. Os Caboclos e os Pretos Velhos evocam as trabalhadoras da linha de Iemanjá com grande freqüência, principalmente nos descarregos e rezas.
8. Iemanjá trabalha com o sentimento maternal, afabilidade e doçura; apego à hierarquia, retidão e alguma rigidez; determinação, responsabilidade e força.
9. Em termos de popularidade, Iemanjá é a Orixá de maior destaque no Brasil, sendo festejada na Umbanda e cultos africanos. Suas festas atraem crentes de todas as religiões, como nas oferendas de final de ano nas praias de todo o país.
10. É a única Orixá que tem sua imagem própria nos altares, dispensando o sincretismo como acontece com os demais Orixás. Uma bela mulher, saindo das águas do mar, com vestimenta em azul claro, com o colo nu, espargindo estrelas de ambas as mãos.
11. No Rio de Janeiro, reverencia-se a Mãe d’Água em 15 de Agosto. Em São Paulo, a maior comemoração é no dia 08 de dezembro, na Praia Grande.
12. Características dos filhos (arquétipo) de Iemanjá: As filhas e filhos de Iemanjá são voluntariosos(as), fortes, rigorosos(as), protetores(as), altivas e, algumas vezes, impetuosos(as) e arrogantes; têm o sentido da hierarquia, fazem-se respeitar e são justos(as) mas formais; põem à prova as amizades que lhes são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se perdoam, não esquecem jamais. Preocupam-se com os outros, são maternais e sérias. Sem possuírem a vaidade de Oxum, gostam de luxo, das fazendas azuis e vistosas, das jóias caras. Elas têm tendência à vida suntuosa mesmo se as possibilidades do cotidiano não lhes permitem um tal fausto.
13. Cor: Azul claro
14. Fio de Contas (Guia): Branca (Cristal Translúcido) ou Azul Claro
15. Ervas: Alcaparreira, Aracá-da-praia, Erva de Santa Luzia, Fruta-da-condessa, Graviola
16. Símbolo: Conchinhas
17. Pontos da Natureza: Mar e praia
18. Flores: Flores Brancas (Rosas, Palmas, Crisântemos, etc)
19. Pedras: Água Marinha, Lápis Lazúli (azul e amarela)
20. Metal: Platina
21. Saúde: Rins, Ovário e Cérebro (agindo na mente para manter o equilíbrio)
22. Dia da Semana: Sábado
23. Elemento: Água
24. Essência: Alfazema
25. Saudação: Odôia! Odôfiabá (Odôciabá)
26. Bebida: Champanhe ou Água Mineral
27. Fruta: Graviola, pêssego, melão
28. Comidas: Manjar
29. Data Comemorativa: 08 de Dezembro
30. Sincretismo: Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora dos Navegantes
31. Incompatibilidades (Quizilas): Carne de pato, peixe sem escamas, cajá, poeira. 

sábado, 3 de dezembro de 2011

04 de Dezembro - Dia de Sta. Bárbara (Iansã)

IANSà
Sincretismo: Santa Bárbara


1. Iansã é a Senhora dos Ventos, dos raios e da tempestade. É Iansã quem domina os furacões e ciclones. Orixá do fogo, do calor, guerreira e regente das paixões. Sua energia é vinculada à força da energia de Xangô. Enquanto Xangô rege o trovão, Iansã atua com seus ventos. Isso se demonstra inclusive nas lendas acerca dos Orixás africanos, que vinculam esses orixás como casados e compartilhando grande amor entre eles.
2. Outro atributo vinculado à Iansã é o de ser a Senhora dos Eguns (mortos). Dentro da sua corrente energética, Iansã é responsável, juntamente com Obaluaiê pelo desprendimento do espírito da vida corpórea. Dentro da sua vibração e atuando nessa função, encontramos o desdobramento de sua energia com a denominação Iansã de Igbale ou Bale, e que no Candomblé equivale à Iansã ligada ao cemitério. Nesse desdobramento energético, o Orixá Iansã magnetiza os espíritos recém-desencarnados, levando-os a refletirem sobre o seu consciencial e emocional para, a partir daí, redirecioná-lo à retomada de seu caminho evolutivo.
3. Iansã é ainda a Orixá regente da linha de boiadeiros, apesar desses trabalharem em todas as 7 linhas da Umbanda, subordinados ainda, à Omulu.
4. Quando há incorporação dos falangeiros da Orixá Iansã nos terreiros de Umbanda, essa incorporação revela sua grande força e energia, como autêntica guerreira e exalando seu amor e alegria, com expressão altiva e com o braço direito estendido para cima e mão direita a balançar. Essa Orixá feminino goza de grande prestígio entre os praticantes tanto da Umbanda quanto do Candomblé e sincretiza com a figura de Santa Bárbara, cultuada no dia 04 de dezembro.
5. Características dos filhos (arquétipo) de Iansã: O arquétipo de Iansã é o das mulheres audaciosas, poderosas e autoritárias. Mulheres que podem ser fiéis e de lealdade absoluta em certas circunstâncias, mas que, em outros momentos, quando contrariadas em seus projetos e empreendimentos, deixam-se levar a manifestações da mais extrema cólera. Mulheres, enfim, cujo temperamento sensual e voluptuoso pode levá-las a aventuras amorosas extraconjugais múltiplas e freqüentes, sem reserva nem decência, o que não as impede de continuarem muito ciumentas dos seus maridos, por elas mesmas enganados. Em outras palavras, os filhos de Iansã preferem as batalhas grandes e dramáticas ao cotidiano repetitivo. Costumam ver guerra em tudo, sendo portanto competitivos, agressivos e dados a ataques de cólera. São as vezes instáveis, exagerados, dramáticos em questões que, para outras pessoas, não mereceriam tanta atenção. Fazem mesmo tempestade em copo d’água. 
6. Cor: Amarelo ou vermelho
7. Fio de Contas (Guia): Vermelha ou amarela
8. Ervas: Espada de Iansã, Cravo da Índia, Alface, Eucalipto-limão, Flamboiant
9. Símbolo: Raio
10. Pontos da Natureza: Ventos
11. Flores: Rosas e Palmas Amarelas
12. Pedras: Coral Vermelho, Quartzo Rosa
13. Metal: Cobre
14. Saúde: Ventre
15. Dia da Semana: Quarta-feira
16. Saudação: Eparrei, Iansã! Eparrei, Oiá!
17. Bebida: Champanhe, Licor de Menta, de anis ou de cereja
18. Comidas: Acarajé, bobó, inhame
19. Data Comemorativa: 04 de dezembro
20. Sincretismo: Santa Bárbara
21. Incompatibilidade (Quizilas): Abóbora e rato

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Linhas de Trabalho na Umbanda

As linhas de trabalho na Umbanda, são compostas por espíritos que evoluíram e se hierarquizaram, assumindo sua missão conscientemente, para auxiliar o ser humano encarnado e o desencarnado.
São espíritos com alto grau de conhecimento das leis divinas com uma grande vontade de servir a Deus através de seus semelhantes.
São consagrados mestres, magos, instrutores, guias, orientadores, conselheiros, pai, mãe, amigo, leal, verdadeiro, de moral elevada, de caráter estável, equilibrados em seu racional e emocional.
São de uma sabedoria profunda porém simples, pois já vivenciaram o lado encarnado da vida e já estão do lado espiritual.
Conhecedores e pesquisadores da natureza, dos Tronos, das Divindades, dos Orixás, da criação como um todo.
Eles vieram de diversas culturas, isso quer dizer, que utilizam-se de formas de trabalha relacionado à afinidade de costumes e culturas de outros países que não só da cultura brasileira.
Em solo brasileiro foi permitido pelo Trono das 7 Encruzilhadas, ter espaço e oportunidade de encarnados e desencarnados se unirem, trocarem experiências e aprendizados, através das comunicações, este intercâmbio chamamos de incorporação. Esse mecanismo disposto desde a criação do ser, está gravado em sua centelha original, em seu campo eletromagnético e em seu eixo, são preparados pelas divindades para esses espíritos quando encarnados serem médiuns e os desencarnados evoluídos e preparados para assumir a evolução de outros irmãos.
Quando são destinados a serem guias espirituais, frequentam “escolas astrais”, “colégios” e “cursos de aprimoramento” sobre os mistérios de Olorum e aprendem a como se comportarem na linha de trabalho que irão se manifestar.
Então as Linhas mais comuns que temos na Umbanda Sagrada:
• Caboclos e Caboclas
• Pretos Velhos e Pretas Velhas
• Crianças (meninos e meninas)
• Baianos e Baianas
• Malandros
• Ciganos e Ciganas
• Boideiros
• Marinheiros
• Exus e Pombas Giras
Quando estes guias espirituais assumem sua missão junto com o médium, cria-se um elo, e aos poucos esses médiuns precisam desenvolver estes dons mediúnicos, procurando um terreiro de Umbanda para que as manifestações sejam acompanhadas junto com o desenvolvimento mental em questão.
Não existe tempo para começar, basta querer se dedicar com amor e paciência, para que possa ser bem conduzido pelos Sagrados Orixás que regem a coroa deste médium.
Os terreiros são espaços preparados para que possa ocorrer as giras de desenvolvimento com tranquilidade, pois todos os terreiros de Umbanda, acredito eu, têm suas firmezas e seus assentamentos firmados, essas são as chaves que protegem e guardam as energias dos seus frequentadores.
Os guias espirituais assumem com o Sacerdote (Pai de Santo) os compromissos perante a espiritualidade, e dentro das hierarquias, uns assumem o grau de mentor, guia chefe e guia de frente, dando suporte e sustentação para o Sacerdote (Pai de Santo) poder lidar com as energias negativas ou com as investidas do baixo astral, ou por que não dizendo, dos médiuns que chegam com seu templo vivo e seu íntimo carregado de energias negativas. 
Os guias são espíritos incansáveis e doutrinadores, em se tratando do assunto em questão, estes mesmos guias de Lei não toleram os procedimentos errados de seus filhos, são os primeiros a lhe chamarem a atenção, eu não acredito que um verdadeiro guia de Lei possa tolerar tais atitudes, controversas às leis de amor e caridade.
Talvez seja o fato de não terem mais estrutura mental para que um espírito de luz possa passar suas comunicações, aí vem às mistificações e tantos problemas que estamos cansados de ouvir, ver ou vivenciar em várias casas.

Cada Linha de Trabalho tem sua forma de ser, seus fundamentos e sua forma de trabalhar.
Cada uma traz seus ensinamentos e todas se completam, trabalhando juntas para a evolução dos seres.
Como num grande hospital, onde cada Linha seria uma especialidade médica.
Cada espírito de luz de uma Linha seria um membro de uma equipe médica voltada a uma especialidade.
Sendo assim cada "paciente" tem cada problema tratado por seu especialista, mas todos trabalhando juntos para que ele melhore e cure no todo.
Todos os guias, de todas as Linhas trabalham em conjunto. Trabalham em equipe e não tem ciúmes ou vaidades. 
Sabem da importância de seu trabalho e do trabalho dos outros. Não se julgam melhores que outros e não subjugam os demais. Se assim fossem, não seriam espíritos de luz a nos aconselhar e orientar em nossa jornada.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

15 de Novembro - Dia da UMBANDA!

Porque dia 15 de Novembro é o Dia da Umbanda?




Segue abaixo uma carta de esclarecimento  do  C.O.N.D.U.*  sobre  a escolha do 15 de Novembro como dia nacional da Umbanda, bem como o seu significado para a religião e o movimento umbandista.



"Porque Milhões de brasileiros escolheram 15 de Novembro como o DIA NACIONAL DA UMBANDA


O CONSELHO NACIONAL DELIBERATIVO DA UMBANDA - C.O.N.D.U. – por intermédio de sua representante no Estado do Amazonas, a Cruzada Federativa Espírita de Umbanda,  tomou conhecimento do comentário da sessão “Umbanda – Quimbanda”  do jornal  “ A Notícia”,  de Manaus,  em 11 do corrente mês,  sob o título “Escolha Justa”,  no qual se lê que  “ a suposta escolha de 15 de novembro para ser considerado o Dia da Umbanda,  sugerida num encontro umbandista, no Rio de Janeiro, vinha decepcionando”… e que  “a data diz respeito à  Proclamação da República,  nada tendo a ver com a Umbanda, o que significa que foi sugerida por profanos,  por quem desejava apenas homenagear um centro”… ”Os umbandistas amazonenses disseram que o 13 de Maio,  data da libertação dos escravos é realmente a mais indicada”.
O C.O.N.D.U. esclarece que:
A data de 15 de Novembro foi proposta pelas entidades federativas do Rio de Janeiro, na I Convenção Anual deste Conselho,  da qual participaram 25 federações,  representando a maioria absoluta dos Estados;  e que não opuseram qualquer objeção à escolha.
Entre as datas sugeridas – 13 de Maio, consagrada aos Pretos Velhos –  e 22 de Novembro – dia de Araribóia –  venceu por unanimidade 15 de Novembro.  Nessa data,  em 1908,  manifestou-se pela primeira vez,  numa sessão da Federação Espírita,  em Niterói,  uma entidade que declarou trazer a missão de estabelecer um culto,  no qual os espíritos de índios e de escravos poderiam desenvolver seu trabalho espiritual,  organizado no plano astral do Brasil.  Na época,  esses espíritos aproximavam-se das reuniões espíritas,  mas as suas mensagens eram recusadas,  por serem eles considerados atrasados,  tendo em vista a condição de humildade com que se identificavam.
A entidade,  que se apresentou aos videntes como um mentor espiritual,  deu o nome de CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS.
No dia seguinte,  verdadeira multidão compareceu à residência do médium – um jovem de 17 anos,  Zélio Fernandino de Moraes,  de tradicional família fluminense.  A entidade manifestou-se e determinou as normas do novo culto,  que teria o nome de UMBANDA, declarando fundado o primeiro templo de Umbanda,  cuja prática seria exclusivamente a caridade espiritual,  através de passes, desobsessões e curas de enfermos.
O templo,  que tomou o nome de Tenda Nossa Senhora da Piedade, funciona ainda hoje,  no centro do Rio de Janeiro (Rua D. Gerardo, 51) com uma filial ( Cabana de pai Antônio ) num sítio em Boca do Mato,  Cachoeiras de Macacu,  completando,  em Novembro próximo, 69 anos de atividade.
Prosseguindo a sua missão,  o Caboclo das 7 Encruzilhadas fundou mais 7 templos,  cujos dirigentes foram escolhidos entre os grupos de médiuns preparados nas sessões doutrinárias que a entidade estabelecera,  às quintas-feiras à noite,  para esclarecimentos sobre a doutrina espírita,  o Evangelho e as normas ritualísticas da Umbanda.  Estas normas determinavam:  médiuns uniformizados de branco, cânticos sem acompanhamento de atabaques nem palmas ritmadas;  preceitos baseados apenas em água,  amaci de ervas,  flores e pemba, atendimento totalmente gratuito,  não sendo admitido estabelecer nem aceitar retribuição financeira de espécie alguma.  Os templos, organizados administrativamente,  mantinham-se pelas contribuições dos associados.
Milhares de templos,  em quase todos os Estados,  descendem desse grupo inicial,  conservando, em sua maioria,  a pureza da doutrina e da ritualística.  Formou-se assim a religião de Umbanda – denominada,  de início,  Lei de Umbanda,  ou Linha Branca de Umbanda – cujos mentores são os Caboclos e os Pretos-Velhos.
Justifica-se,  portanto,  a escolha da data de 15 de Novembro,  por não se prender apenas a uma das falanges principais da Umbanda e sim a ambas:  Caboclos e Pretos Velhos.
A referência feita à Proclamação da República deve-se ao fato de ter sido ela determinante da igualdade religiosa estabelecida pela primeira vez na Constituição da República,  em 1889,  o Estado deixou de ter uma religião oficial,  permitindo assim que todos os credos, inclusive a nossa doutrina,  se difundissem livremente.
(Jornal “Gira de Umbanda” 1976)

Extraído de  ”A Umbanda Brasileira”, livro de José Fonseca  publicado em 1978, depois de passar pelo Jornal ” Gira de Umbanda” em 1976. Páginas 7,8 e 9.

Observação de Pedro Kritski, autor do Registros de Umbanda, (que achei muito interessante) sobre a carta:
É interessante observar no  texto o desconhecimento existente na década de 70 de grande parte do movimento umbandista da história  ocorrida em 1908 – bem como do próprio rito original, cujo estudo e análise ainda hoje é renegado pela grande maioria dos umbandistas –  os motivos da escolha do 15 de novembro pelo próprio Caboclo das  Sete Encruzilhadas para a sua manifestação e a anunciação da nova religião, as considerações feitas sobre o 13 de maio, como sendo a data mais apropriada para representar a Umbanda, o que representa a existência de uma grande associação na época, da origem da Umbanda, o seu surgimento, com as religiões e a cultura afro-brasileira. Posição ainda sustentada por grande parte das vertentes africanistas de Umbanda, que relutam em reconhecer fatos históricos;  a Umbanda como religião puramente brasileira, a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade,  Zélio e o Caboclo das Sete Encruzilhadas como os fundadores e precursores da Umbanda.

Fonte: Registros de Umbanda

*C.O.N.D.U. - Conselho Nacional Deliberativo da Umbanda. Criado em 12 de Setembro de 1971 sendo o primeiro órgão umbandista de caráter nacional, que conseguiu agregar em sua reunião de 1976 , 25 federações de Umbanda de todo o país,  totalizando mais de 40.000 terreiros e tendas  representadas no evento, que teve entre as suas pautas,  a escolha do dia nacional da Umbanda.