quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Mensagem

"Marcar estudo e fazer a sério, mesmo havendo interrupções.
Muitos estudam e precisam estar presentes."

"Eles precisam ajudar o outro. Cooperação.
Tem receio de falarem o que sentem (...) e compreensão no relacionamento, tem que existir respeito a si e ao próximo."

terça-feira, 11 de outubro de 2011

12 de Outubro - Dia de N.Sra. Aparecida (Oxum)

OXUM
Sincretismo: Nossa Senhora Aparecida


1. Orixá feminino de origem ioruba, bastante cultuado no Brasil, onde sua imagem é quase sempre associada à maternidade, sendo frequentemente invocada através da carinhosa expressão “Mamãe Oxum”.
2. Oxum é destacada como dona da água doce e, por extensão, de todos os rios e cachoeiras.
3. Oxum tem a ela ligado o conceito de fertilidade. Tem a responsabilidade de zelar tantos pelos fetos em geração como pelas crianças recém-nascidas, até que estas aprendam a falar. Certa confusão pode estabelecer-se entre as funções de Oxum e as de Iemanjá, já que dividem o poder sobre a maternidade.
4. Oxum representa a feminilidade, a gravidez e a mãe de todas as crianças que não falam. Oxum preside a devoção e o amor materno.
5. Senhora das águas doces, rios, riachos, lagos, é símbolo da busca constante dos valores familiares.
6. Também considerada deusa do amor, da candura, da brisa fresca, da alegria, da fartura e da riqueza.
7. Os falangeiros da Orixá Oxum quando se manifestam nos terreiros de Umbanda fazem  movimentos suaves com os braços como que atraindo para si o sentimento das pessoas, renovando-os e transformando em sentimentos de união. Emitem longo choro, dando passes e reativando as energias positivas naqueles que necessitam dessa mudança e renovação.
8. Oxum distribui a energia de união através do movimento das águas doces, que serve como condutor magnético de suas ondas vibratórias, harmonizando as energias da natureza.
9. Os pedidos para Mamãe Oxum podem ser direcionados à proteção na gestação, fertilidade, amor, riqueza (interior), paz no lar, saúde e firmeza nos negócios e finanças.
10. Características dos filhos (arquétipo) de Oxum: O arquétipo de Oxum é o das mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras. Das mulheres que são símbolos do charme e da beleza. Voluptuosas e sensuais, porém mais reservadas que Oiá. Elas evitam chocar a opinião pública, à qual dão grande importância. Sob sua aparência graciosa e sedutora escondem uma vontade muito forte e um grande desejo de ascensão social. São pensativos, elegantes, charmosos, atenciosos, trabalhadores, espertos, os filhos de Oxum tem um que doce no olhar. São pessoas extremamente sensíveis e de choro muito fácil. Dóceis, amáveis, carinhosos, sequiosos de amor, justiça e paz interior. São realistas, com os pés eternamente no chão, muito determinados, como é determinada a água que corre nos rios e cachoeira.
11. Cor: Azul e amarelo
12. Fio de Contas (Guia): Amarelo ouro ou azul
13. Ervas: Jasmim e Dinheiro em penca
14. Símbolo: Lírio ou coração
15. Pontos da Natureza: Cachoeira e Rios
16. Flores: Lírios
17. Pedras: Topázio
18. Metal: Ouro 
19. Saúde: Órgãos Reprodutores
20. Dia da Semana: Sábado
21. Elemento: Água
22. Saudação: “Ora ye ye Mamãe Oxum”, “Ao ie ie u Mamãe Oxum”
23. Bebida: Champanhe
24. Fruta: Banana
25. Comidas: Pirão e Quindim
26. Data Comemorativa: 12 de Outubro
27. Sincretismo: Nossa Senhora Aparecida
28. Incompatibilidades (Quizilas): Abacaxi e Barata

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Mediunidade na Umbanda

A mediunidade é compromisso assumido na Espiritualidade, antes mesmo de se reencarnar. É como se deixássemos uma autorização ao mundo espiritual para que, quando chegada a hora certa, possamos servir de “elo de comunicação” (instrumento) para os espíritos poderem se comunicar.
Por que então, tantas vezes a mediunidade não é praticada? Algumas vezes porque esse compromisso é esquecido ou camuflado perante uma sociedade que geralmente olha a Umbanda com grande preconceito.
Mediunidade para a maioria dos Umbandistas é sinônimo de muita luta, resignação e sacrifício; por outro lado, ao longo da caminhada, nos proporciona uma imensa certeza do dever cumprido. Os médiuns de Umbanda são aqueles que, vem com seu perispírito preparado para ser instrumento de comunicação, orientação ou cura nos trabalhos Umbandistas.
Algumas pessoas chegam ao Centro (terreiro) por “amor”, outras pela “dor” e outras ainda pela “obsessão”.
Todos devem ter consciência e responsabilidade para saber que antes de se assumir um lugar nos trabalhos de uma Casa de Umbanda, é preciso ter maturidade; ou seja, procurar aprender antes e praticar depois; para que quando a caridade seja praticada, exista responsabilidade e não aconteça o entra e sai de médiuns, tão frequentes nos terreiros.
Quando um médium ingressa num terreiro, é um elo a mais que se liga na corrente mediúnica da casa, e passa a ter deveres e obrigações, tais como: equilibrar-se ao máximo para que a corrente não perca o equilíbrio, pois quando um elo se quebra, todos caem juntos; aproveitar as giras para troca de energia com suas entidades (com a prática passa a sentir e reconhecer suas vibrações); fazer banhos de defesa no dia do trabalho; não praticar atos sexuais 24 horas antes do trabalho; vir com roupa branca designada pela casa; vir sem “badulaques”, tais como: relógios, brincos, pulseiras, anéis, tiaras, correntes, fivelas, etc. (as entidades precisam apenas dos médiuns, não de seus enfeites); vir sem maquiagem; seguir o regulamento da casa, como horários entre outros; quando incorporar, ser responsável pelo material utilizado pelo “seu” guia, como velas, guias, etc.
Os que chegam pela “dor”, ou seja, chegam através de algum problema que atrapalha sua vida, seu trabalho ou sua saúde, devem ser tratados até que se sintam curados do problema que os afligia e aí então, se tiverem disposição e vontade, podem fazer parte da corrente, primeiro estudando os trabalhos, analisando e tendo a certeza que é o que realmente quer.
Por último, os médiuns que chegam através da “obsessão” precisam ser cuidadosamente orientados, tratados e energizados, bem como a entidade obsessora. Com o tempo, quando houver o afastamento da entidade, fatalmente haverá a melhora do médium e aí chega a hora da recomposição da energia perdida, principalmente atuando nos chacras e na aura do paciente. Na Umbanda um dos tratamentos de desobsessão é feito através do “transporte” que consiste em transferir a entidade que acompanha o paciente para um médium preparado que dê condições para a entidade se manifestar.
Geralmente, o primeiro passo para o médium dentro do trabalho da Umbanda é ser “cambono”, ou seja, ajudar a entidade que está atendendo as pessoas.
Quando um médium está cambonando deve entender que mesmo que o caboclo (preto-velho, criança ou exu) esteja conversando com outras pessoas durante o trabalho, a entidade continua atuando nele, ajudando no seu desenvolvimento. Pouco a pouco, com o passar do tempo, os médiuns que forem de incorporação começarão a sentir as vibrações das entidades que começam a se aproximar de sua mente e do seu corpo. Alguns se assustam, outros se retraem, outros começam a inventar passos para a entidade, e aí começa um período de enorme insegurança para o médium em desenvolvimento. Os questionamentos começam: “Será que sou eu ou a entidade?” Essa é a pergunta mais frequente na iniciação dos médiuns, porque mesmo sentindo que realmente existe uma força maior junto dele, ele não entende como pode ouvir, ou ver, ou saber o que está sendo feito. Ora, seria muito fácil se simplesmente a consciência sumisse e as entidades trabalhassem sozinhas. Mas onde estaria a responsabilidade do médium? Como iria evoluir? Como iria aprender? Na Umbanda a maioria dos médiuns tem consciência do que se passa; alguns têm semiconsciência e raríssimos são inconscientes.
Os que ouvem e veem o que sentem durante o trabalho, no começo se sentem inseguros; mas com o passar do tempo, a maior prova que se tem da presença da entidade é o resultado do trabalho junto aos pacientes. Qual a fórmula mágica que o médium consciente tem para agir corretamente e não mistificar? Veja esses conselhos: “Seja sincero com você mesmo; se você não se enganar, não enganará ninguém”. Coloque no seu subconsciente que não é você que vai trabalhar e seja um bom instrumento. Não queira passar na frente dos caboclos e colocar a “sua” vontade em prática. Não queira imitar outros médiuns, você tem sua individualidade e sua entidade também. Exemplo: não é porque uma entidade chega e ajoelha que todos precisam fazer o mesmo. Cada entidade tem sua própria personalidade. Cabe ao médium deixar que ela se manifeste.
Os médiuns semiconscientes são aqueles que às vezes ouvem, às vezes vêem. Precisam ter equilíbrio para não atrapalhar a comunicação. Interessante é que na quase totalidade das vezes ao término do trabalho guardam somente frases soltas, incoerentes, não se lembrando dos casos que atendeu ou que mirongas prescreveu.
Os médiuns inconscientes são aqueles que não ouvem, não vêem, ou seja, não tem nenhum controle na comunicação.
São médiuns que tem muita dificuldade no seu desenvolvimento pois quando são “puxados” na gira, sentem como se estivessem caindo num buraco fundo, e se apavoram. Por não ter controle na comunicação, não são aconselhados para tipos de trabalho de desobsessão com o “transporte”.
A mediunidade, quando desenvolvida num terreiro de Umbanda onde a seriedade e a responsabilidade são fatores constantes, tem um caminho muito bonito; mas quando isto não acontece, existe um grande perigo deste médium ficar completamente desequilibrado chegando muitas vezes até a obsessão. Outro fator de muito perigo é a incorporação sozinho, em casa (fora do Congá). Existe uma grande possibilidade de, com o passar do tempo, o médium pensar que está incorporando um Caboclo e na verdade ser outro tipo de entidade (mistificador ou zombeteiro).
Quanto às vibrações que sentimos no desenvolvimento, podemos dar um aspecto geral, lembrando que não é regra.
Caboclos de Xangô: vibração nas mãos e pernas. Peso como se fosse maior que o médium. Impressão de força.
Caboclos de Oxóssi: vibração na região da nuca. Geralmente chegam quietos. Trazem vibrações de firmeza.
Caboclos de Ogum: geralmente chegam com grito de guerra. Caboclos mais agitados, com gestos menos suaves.
Caboclos de Yemanjá: começam balançando o corpo do médium, como as águas do mar. As caboclas dançam e giram limpando as vibrações negativas das pessoas e do ambiente. Emitem energia através das mãos, no balançar dos dedos. Trazem paz.
Pretos-Velhos: vibração nas costas, que se curvam e pesam. Pernas e mãos tremem.
Crianças (Cosme e Damião): vibração de alegria. Vontade de rir, cantar. Alegria por estar ali.
Os banhos de defesa ajudam muito no desenvolvimento mediúnico, desde que usados com precaução. Cada erva tem sua força e sua magia. Cada energia serve para determinado objetivo.
Por isso os banhos não devem ser feitos sem orientação. Existem banhos que podem ser jogados da cabeça aos pés, enquanto outros somente do pescoço para baixo.
Na altura da nuca de cada médium, existe uma glândula (ponto) chamada hipófise, que é a responsável pelo desenvolvimento mediúnico. É o ponto de intercâmbio direto com a Espiritualidade. Nesse ponto, os caboclos trabalham quando vão puxar ou repulsar uma entidade – juntamente com o chacra frontal (testa).
Quando um médium é mal orientado e joga na cabeça qualquer tipo de banho (inclusive banhos fortes de descargo) pode desequilibrar totalmente a energia do perispírito levando o médium ao desgaste físico e mental, ficando muitas vezes doente.
Os banhos devem ser orientados pelas entidades para atingir bons resultados. Alguns podem até ser feitos quando se tem oportunidade, como por exemplo, o banho de cachoeira e o de mar.
Nós, médiuns da Umbanda, devemos respeitar e amar as entidades que trabalham nessa linha e nessa Casa, porque não é por acaso que um grupo se encontra; nem de entidades e nem de médiuns.
Muitas vezes nos parece difícil, quase impossível continuar a marcha; mas ZAMBI nunca nos dará uma cruz mais pesada do que possamos suportar.
Que Oxalá nos una, que os Orixás nos abençoem e que nossos Caboclos e Pretos-Velhos nos orientem até nossa volta para Aruanda.
Luz e Caridade a todos!

Mediunidade

A mediunidade é um fenômeno espiritual que ocorre com muito mais frequência do que muitos possam imaginar, pois estamos rodeados de espíritos.
Algumas pessoas dizem que vêem vultos escuros (espíritos das trevas, do astral inferior) e/ou claros (espíritos de luz, do astral superior), no seu dia-a-dia e, mesmo não sendo médiuns de vidência, têm a impressão ou a sensação de terem sentido uma presença espiritual. Mesmo assim, muitas pessoas ainda não acreditam em sua existência pelo fato de eles habitarem em planos sutis e com leis ainda desconhecidas pela ciência oficial.
Mas, independentemente de se acreditar ou não, potencialmente somos todos médiuns, pois a mediunidade é algo inerente ao espírito (é bom lembrar que estamos todos temporariamente encarnados), embora em graus variados. Alguns a possuem em estado bem aflorado, explícito; são pessoas bastante sensíveis. Outras, a possuem apenas em estado latente, precisam, portanto, desenvolvê-la.
Na Terapia Regressiva Evolutiva, em estado alterado de consciência, após ser orientado pelo seu mentor espiritual – ser desencarnado responsável diretamente pela nossa evolução espiritual – é comum aflorar mais ainda no paciente a sua mediunidade, sua P.E.S. (Percepção Extra-Sensorial) – clarividência, clariaudiência, intuição, premonição, psicografia, psicofonia, etc.
Costumamos chamar de médiuns aqueles que possuem esta faculdade (P.E.S.) de maneira ostensiva.
A grande maioria dos médiuns já vem com os canais mediúnicos abertos, pois receberam uma preparação em seu corpo espiritual (perispírito ou corpo astral) no plano astral antes de reencarnarem para exercerem sua mediunidade. No entanto, por conta do véu de esquecimento de seu passado, muitos se esquecem de seu verdadeiro propósito de vida ao virem como médiuns.
Assumiram o compromisso de exercerem sua mediunidade para saldarem seus débitos cármicos de prejuízos causados numa vida pretérita a muitas pessoas – encarnadas e desencarnadas.
Neste caso, a mediunidade é uma oportunidade de evolução e reparação de erros cometidos no passado. A história revela grandes médiuns em todas as épocas e em todos os credos. Joana D’Arc, desde pequena, escutava vozes (clariaudiência) no silêncio dos bosques, que atribuía a São Miguel, Santa Margarida e Santa Catarina, os quais a incentivavam para se voltar a Deus e defender a França. O filósofo grego Sócrates (século V a.C.) constantemente era orientado pelo seu guia espiritual: “Desde minha infância, graças ao favor celeste, sou seguido por um ser quase divino, cuja voz me interpela a esta ou àquela ação.”
A Bíblia com o velho e o novo Testamento, é uma fonte riquíssima de fenômenos mediúnicos. O apóstolo João mostra a possibilidade de comunicação entre os dois mundos (encarnados e desencarnados), mas nos alerta para a qualidade dessa comunicação: “Não creias em todos os espíritos, mas provai se os espíritos são de Deus”. 
Sendo inerente ao ser humano, a mediunidade pode aparecer em qualquer pessoa, independentemente de idade, sexo, condição social, moral ou religião à qual se abrace. Mas, mal orientada, principalmente em médiuns bem aflorados, pode acarretar problemas sérios em suas vidas.
É frequente ver por aí, médiuns rotulados pela psiquiatria oficial de esquizofrênicos, psicóticos, com transtorno bipolar (alternância de humor extremada), transtorno de humor (depressão, ansiedade, nervosismo, irritação, angústia, etc.). Desta forma, a ciência psicológica por considerar ainda a mediunidade como um fenômeno anômalo, rotula equivocadamente os médiuns como sendo portadores de distúrbios psiquiátricos.
Por conta disso, a maioria dos profissionais da área de saúde ainda não faz um diagnóstico diferencial entre um distúrbio mediúnico de um distúrbio psiquiátrico propriamente dito. 
Mas, como se diz no jargão médico, cada caso é um caso, sendo fundamental uma análise mais detalhada de cada caso para sabermos distinguir um caso psiquiátrico de um desequilíbrio mediúnico.

PRINCIPAIS SINTOMAS DA MEDIUNIDADE
1. Sintoma Clássico: suor excessivo nas mãos e axilas, principalmente nas mãos. As mãos ficam molhadas, quase geladas. Os pés também podem ficar gelados; as maçãs do rosto muito vermelhas e quentes; as orelhas ardem.
2. Depressão psíquica: a pessoa fica totalmente instável, passando de uma grande alegria para uma profunda tristeza sem motivo aparente. Fica melancólica e sente uma profunda solidão. É como se o mundo todo estivesse voltado contra ela. É facilmente irritável e, nessa fase, ela vai ferir com palavras e gestos aqueles que mais gosta.
3. Alterações no sono: sono profundo ou insônia. A insônia é provocada pela aceleração no cérebro devida à vibração. Os pensamentos voam de um assunto para outro, incontroláveis, e a pessoa não consegue dormir. O sono profundo é devido à perda de ectoplasma, de força vital. Há um enfraquecimento geral do organismo e as vibrações da pessoa são reduzidas.
4. Perda de equilíbrio e sensação de desmaio: a perda de equilíbrio é uma sensação muito rápida. A pessoa pensa que vai cair e tenta se segurar em alguma coisa, mas a sensação termina antes que ela consiga fazer qualquer gesto. É extremamente desagradável. A sensação de desmaio normalmente ocorre quando a vibração abandona a pessoa bruscamente. Ela fica muito pálida e tem que sentar para não cair. Às vezes ocorre sensação de vômito ou de diarreia. Um copo de água com bastante açúcar e respiração pela narina direita normalmente bastam para contornar essa situação.
5. Taquicardia: comum em algumas pessoas. Há uma súbita alteração no ritmo dos batimentos cardíacos, fruto do aceleramento provocado pela vibração atuando.
6. Medos e Fobias: a pessoa fica com medo de sair sozinha, de se alimentar, de tomar remédios, pois acha que tudo lhe fará mal. Às vezes tem medo de dormir sozinha ou com a luz apagada. É muito comum, também, uma total insegurança em tudo o que vai fazer.
Todos esses sintomas tendem a desaparecer com a preparação espiritual e o desenvolvimento mediúnico, mas o tempo necessário ao desenvolvimento dependerá muito do grau de Mediunidade, do interesse e da preparação espiritual do Médium.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

30 de Setembro - Dia de S. Jerônimo (Xangô)

XANGÔ 
Sincretismo: São Jerônimo

 

1. Xangô é o Orixá da Justiça, e também Senhor dos Trovões.
2. Xangô simboliza a iniciativa, o articulador e a justiça humana. Virilidade e paixão também são representados por este Orixá.
3. Tudo que se refere a estudos, as demandas judiciais, ao direito, contratos, documentos trancados, pertencem a Xangô. As entidades que trabalham na vibração de Xangô atuam preferencialmente no campo da razão, ditando o senso de equilíbrio e equidade no indivíduo, para que este desperte para os reais valores da vida e do processo evolutivo no qual estamos inseridos como criaturas em constante evolução.
4. Xangô é, ainda, o Orixá do Trovão, exímio controlador das faíscas e descargas elétricas, já que controla as forças da Natureza. Tanto é assim que é representado como o morador do alto da pedreira, carregando o Livro Sagrado (As Escrituras), sendo o único Orixá que sabe ler, bem como carrega as Sete Chaves da Sabedoria.
5. No dia-a-dia encontramos Xangô nos fóruns, delegacias, ministérios políticos, lideranças sindicais, associações, movimentos políticos, nas campanhas e partidos políticos, enfim, em tudo que gera habilidade no trato das relações humanas ou nos governos, de um modo geral.
6. Xangô é a ideologia, a decisão, a vontade, a iniciativa. É a rigidez, organização, o trabalho, a discussão pela melhora, o progresso social e cultural, a voz do povo, o levante, a vontade de vencer. Também o sentido de realeza, a atitude imperial, monárquica. É o espírito nobre das pessoas, o chamado “sangue azul”, o poder de liderança. Para Xangô, a justiça está acima de tudo e, sem ela, nenhuma conquista vale a pena; o respeito pelo Rei é mais importante que o medo.
7. Características dos filhos (arquétipo) de Xangô: O arquétipo de Xangô é aquele das pessoas voluntariosas e enérgicas, altivas e conscientes de sua importância real ou suposta. Das pessoas que podem ser grandes senhores, corteses, mas que não toleram a menor contradição, e, nesses casos, deixam-se possuir por crises de cólera, violentas e incontroláveis. Das pessoas sensíveis ao charme do sexo oposto e que se conduzem com tato e encanto no decurso das reuniões sociais, mas que podem perder o controle e ultrapassar os limites da decência. Enfim, o arquétipo de Xangô é aquele das pessoas que possuem um elevado sentido da sua própria dignidade e das suas obrigações, o que as leva a se comportarem com um misto de severidade e benevolência, segundo o humor do momento, mas sabendo guardar, geralmente, um profundo e constante sentimento de justiça.
8. Cor: Marrom
9. Fio de Contas (Guia): Marrom e branco ou somente marrom
10. Ervas: Erva de São João
11. Símbolo: Machado
12. Pontos da Natureza: Pedreira
13. Flores: Cravos vermelhos e brancos
14. Pedras: Pirita e Jaspe
15. Metal: Estanho
16. Saúde: os músculos e o coração
17. Dia da Semana: Quarta-feira
18. Saudação: Kaô Kabecilê
19. Bebida: Cerveja Preta
20. Comidas: Rabada com Quiabo
21. Data Comemorativa: 30 de Setembro
22. Sincretismo: São Jerônimo
23. Incompatibilidade (Quizilas): Doenças e Caranguejo

terça-feira, 27 de setembro de 2011

27 de Setembro - Dia de Cosme e Damião (Ibeji)


IBEJI
Sincretismo: São Cosme e São Damião


   
1. Ibeji é Orixá de origem Iorubá, determinado para a regência da infância, até a adolescência.
2. No Brasil é sincretizado com São Cosme e São Damião e muitas vezes também com Crispim e Crispiniano.
3. Ibeji é aquele que se parte em dois, simbolizando a dualidade. São sempre gêmeos, duplos e é por isso que foi sincretizado com os gêmeos citados acima.
4. É o Orixá da alegria e da brincadeira infantil.
5. Na África, os gêmeos são sagrados, por representar uma energia dual.
6. Está no mesmo raio do Orixá Ogum, por estar ligado à magia. Que espécie de magia? A magia de Ibeji está em transformar as coisas com uma simplicidade incomum, sempre fazendo de qualquer coisa ou objeto, uma brincadeira. De duas latinhas, faz um telefone; de um cabo de vassoura, faz um cavalinho; de um sabugo de milho, faz uma boneca e de um caroço de manga, faz um ratinho.
7. Nos terreiros de Umbanda são representados por entidades crianças (Erês).
8. Para entendermos melhor, a magia é do Orixá, mas quem traduz esta magia são os Erês.
9. Esclarecemos o seguinte: os Erês atuam com o consentimento, digamos assim, e a energia do Orixá Ibeji. Como um caboclo de Ogum atua com a energia do Orixá Ogum, o caboclo de Xangô atua com a energia e sobre as ordens do Orixá Xangô, as ondinas, ou povo d’água atuam com as energias da Orixá Iemanjá, e assim por diante.
10. Sintetizando, o Orixá Ibeji é a energia da alegria, do amor, da sinceridade, da inocência, das brincadeiras, e que tem como representantes os Erês.
11. Características dos filhos (arquétipo) de Ibeji: Os filhos de Ibeji são pessoas com temperamento infantil, jovialmente inconseqüentes; nunca deixam de ter dentro de si a criança que já foram. Costumam ser brincalhões, sorridentes, irrequietos – tudo, enfim, o que se possa associar ao comportamento típico infantil. Lembrando que na Umbanda, não se dá filiação a Ibeji.
12. Cor: Rosa e Azul
13. Fio de Contas (Guia): Rosas e azuis de três em três.
14. Ervas: nenhuma em especial
15. Símbolo: Dois bonecos iguais ou brinquedos em geral
16. Pontos da Natureza: Jardins bem floridos
17. Flores: todas as flores, miúdas e coloridas
18. Pedras: Turmalina rosa
19. Dia da Semana: Domingo
20. Elemento: Ar
21. Saudação: Oni Beijada! Oni Beijada!
22. Bebida: Guaraná, água de coco, caldo de cana, água com Açúcar
23. Fruta: todas as frutas bem doces
24. Data Comemorativa: 27 de Setembro
25. Sincretismo: São Cosme e São Damião / Crispim e Crispiniano
26. Incompatibilidades (Quizilas): Morte e Assobio

domingo, 18 de setembro de 2011

Mensagem Especial

"Que Deus nos abençoe nessa jornada.
Não desista de nossos sonhos, acreditar sem medo.
Ter fé é não ter dúvidas.
Que Deus nos abençoe nessa corrente do bem,
não desista por mais que pareça difícil.
que assim seja!"


"Dúvida é uma centelha que gera insegurança.
Insegurança gera conflitos consigo mesmo.
Tudo que for bom, tudo que for para o bem,
tudo que edifica o amor,
nunca, mas nunca duvide.
Pois tudo que é para o bem é puro e verdadeiro.
A essência de todos estão ligados,
em uma só vibração para o bem comum.
Então se for para o bem acredite,
pois essa energia é real.
É compreensível qe às vezes tenhamos conflitos,
mas a jornada não para aqui.
Não esqueça dessas palavras.


Obrigada pela oportunidade!
Que a energia de nosso bom Deus, esteja convosco.
Amém!"

sábado, 6 de agosto de 2011

O que é Umbanda?


1)      Umbanda é uma religião formada dentro da cultura religiosa brasileira que sincretiza vários elementos, inclusive de outras religiões como o catolicismo, o espiritismo e as religiões afro. A palavra umbanda deriva de m’banda, que na língua africana Yorubá significa “sacerdote” ou “curandeiro”.

2)      Foi criada em 1908 pelo médium Zélio Fernandino de Moraes, por influência do Caboclo das Sete Encruzilhadas. Antes disso, já havia, de fato, o trabalho de guias (pretos-velhos, caboclos, crianças), assim como religiões ou simples manifestações religiosas espontâneas cujos rituais envolviam incorporações e o louvor aos orixás. Entretanto, foi através de Zélio que organizou-se uma religião com rituais e contornos bem definidos à qual deu-se o nome de umbanda.

3)      Nessa época, não havia liberdade religiosa. Todas as religiões que apontavam semelhanças com rituais afros eram perseguidas, os terreiros destruídos e os praticantes presos. Em 1945, José Álvares Pessoa, dirigente de uma das sete casas de umbanda fundadas inicialmente pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, obteve junto ao Congresso Nacional a legalização da prática da umbanda. A partir daí, muitas tendas cujos rituais não seguiam o recomendado pelo fundador da religião, passaram a dizer-se umbandistas, de forma a fugir da perseguição policial. Foi aí que a religião começou a perder seus contornos bem definidos e a misturar-se com outros tipos de manifestações religiosas. De tal forma que hoje a umbanda original é praticada em pouquíssimas casas.

4)      Fundamentos: Os fundamentos da umbanda variam conforme a vertente que a pratique. Existem alguns conceitos básicos que são encontrados na maioria das casas e assim podem, com certa ressalva e cuidado, ser generalizados para todas as formas de umbanda. Segue:
a)      A existência de uma fonte criadora universal, um Deus supremo, chamado Olorum. Algumas das entidades, quando incorporadas, podem nomeá-lo de outra forma, como por exemplo Zambi para pretos-velhos, Tupã para caboclos, entre outros, mas são todos o mesmo Deus;
b)      A obediência aos ensinamentos básicos dos valores humanos, como: fraternidade, caridade e respeito ao próximo. Sendo a caridade uma máxima encontrada em todas as manifestações existentes;
c)      O culto aos orixás como manifestações divinas (alguns umbandistas cultuam a chamada umbanda branca, esta no entanto não cultua os orixás, sendo unicamente voltada ao culto de caboclos, pretos velhos e crianças), em que cada orixá controla e se confunde com um elemento da natureza do planeta ou da própria personalidade humana, em suas necessidades e construções de vida e sobrevivência;
d)      A manifestação dos Guias para exercer o trabalho espiritual incorporado em seus médiuns ou “aparelhos”;
e)      O mediunismo como forma de contato entre o mundo físico e o espiritual, manifesta de diferentes formas;
f)       Uma doutrina, uma regra, uma conduta moral e espiritual que é seguida em cada casa de forma variada e diferenciada, mas que existe para nortear os trabalhos de cada terreiro;
g)      A crença na imortalidade da alma;
h)      A crença na reencarnação e nas leis cármicas.

5)      Orixás: Os Orixás não são originários da umbanda, muito antes eles já eram reverenciados nas terras africanas por diversas tribos. Muitos deles não se tornaram conhecidos aqui no Brasil, e até mesmo nas tribos africanas cada um possuía seus orixás e desconhecia outros que eram cultuados em tribos diferentes. Quando começou o tráfico de escravos, muitos negros de tribos diferentes foram vendidos juntamente, desta maneira os diversos orixás de tribos distantes se encontraram em terras brasileiras e formaram o grande panteão do Candomblé, que a Umbanda acabou trazendo para o seu panteão. Notadamente a nação que mais influenciou a Umbanda foi a Iorubá.

6)      Sincretismo: A umbanda é uma junção de elementos africanos (Candomblé e culto aos antepassados), indígenas (culto aos antepassados e elementos da natureza), Catolicismo (o europeu, que trouxe o cristianismo e seus santos que foram sincretizados pelos negros africanos), Espiritismo (fundamentos espíritas, reencarnação, lei do carma, progresso espiritual, etc). A umbanda prega a existência pacífica e o respeito ao ser humano, à natureza e a Deus. Respeita toda manifestação de fé, independente da religião.  A máxima dentro da umbanda é “Dê de graça, o que de graça recebestes: com amor, humildade, caridade e fé!” Mantém-se na umbanda o sincretismo religioso com o catolicismo e os seus santos. Existem diferenças sobre as cores de cada orixá conforme o local do Brasil e a tradição por seus seguidores, da mesma forma quanto ao Santo sincretizado a cada orixá. Veja as sincretizações:
a)      Oxumaré – São Bartolomeu (Brasil todo);
b)      Ogum – São Jorge (Centro-sul do Brasil) e Santo Antônio na Bahia;
c)      Oxóssi – São Sebastião (Centro-sul do Brasil), São Jorge na Bahia;
d)      Xangô – São Jerônimo, São João Batista;
e)      Iemanjá – Nossa Senhora dos Navegantes; Nossa Senhora da Conceição
f)       Oxum – Nossa Senhora Aparecida; Nossa Senhora da Conceição
g)      Iansã – Santa Bárbara;
h)      Omulu – São Roque;
i)        Obá – Santa Rita de Cássia, Santa Joana d’Arc;
j)        Obaluaê – São Lázaro;
k)      Nanã – Sant’Anna;
l)        Ibeji – Cosme e Damião;
m)   Oxalá – Divino Jesus Cristo, o Ser Cristalino.
n)      Exu – Santo Antônio (no Rio de Janeiro), chamado de Bará no Rio Grande do Sul.

7)      Sobre o Culto Umbandista: A umbanda tem como lugar de culto o templo, terreiro ou Centro, que é o local onde os Umbandistas se encontram para a realização do culto aos orixás e dos seus guias, que na umbanda se denominam giras. O chefe do culto no Centro é o Sacerdote (Pai de Santo) ou Sacerdotisa (Mãe de Santo). São os médiuns mais experientes e com maior conhecimento, normalmente fundadores do terreiro. São quem coordenam as sessões/giras e que irão incorporar o guia-chefe, que comandará a espiritualidade e a materialidade durantes os trabalhos. Como uma religião espiritualista, a ligação entre os encarnados e os desencarnados se faz por meio dos médiuns. Na umbanda existem várias classes de médiuns, de acordo com o tipo de mediunidade. Normalmente há os médiuns de incorporação, que irão “emprestar” seus corpos para os guias e para os orixás. Há também os atabaqueiros, que transmitem a vibração da espiritualidade superior por via dos atabaques, criando um campo energético favorável à atração de determinados espíritos, sendo muitas vezes responsáveis pela harmonia da gira. Há os Corimbas, que são os que comandam os cânticos e as cambonas que são encarregadas de atender as entidades, provisionando todo o material necessário para a realização dos trabalhos. Embora caiba ao sacerdote ou à sacerdotisa responsável o comando vibratório do rito, grande importância é dada à cooperação, ao trabalho coletivo de toda a corrente mediúnica. Na umbanda, as entidades que são incorporadas pelos médiuns podem ser: pretos velhos, caboclos, boiadeiros, mineiros, crianças, marinheiros, ciganos, baianos, orientais, xamãs e exus.

8)      Sessões: O culto nos terreiros é dividido em sessões de desenvolvimento e de consulta, e essas, são subdivididas em giras. Nas sessões de consulta, onde comumente podemos encontrar Pretos-Velhos, Caboclos, Ciganos as pessoas conversam com as entidades a fim de obter ajuda e conselhos para suas vidas, curas, descarregos, e para resolver problemas espirituais diversos. As ocorrências mais comuns nessas sessões são o “passe” e o descarrego. No passe, a entidade reorganiza o campo energético astral da pessoa, energizando-a e retirando toda a parte fluídica negativa que nela possa estar. O descarrego é feito com o auxílio de um médium, o qual irá captar a energia negativa da pessoa e a transferir para os assentamentos ou fundamentos do terreiro que contém elementos dissipadores dessas energias. Também a entidade faz com que essa energia seja deslocada para o astral. Caso seja um obsessor, o espírito obsediador é retirado e encaminhado para tratamento ou para um lugar mais adequado no astral inferior, caso ele não aceite a luz que lhe é dada. Nesses casos pode ser necessária a presença de um ou mais Exus (um gênero de espírito desencarnado) para auxiliar a desobsessão. Os dias de consulta e/ou desenvolvimento podem variar de casa para casa, de Linha Doutrinária para Linha Doutrinária. Nos dias de consulta há o atendimento da assistência e nos dias de desenvolvimento há as giras mediúnicas, que são fechadas à assistência, onde os sacerdotes educam e ensinam os mecanismos próprios da mediunidade.

9)      Polêmicas na Umbanda:
a)      Sacrifício de Animais: Existem várias ramificações dentro da religião de umbanda. Entretanto apenas algumas linhas de umbanda se usa o sacrifício de animais, como em Almas e Angola. Esta prática está ligada a algumas linhas que ainda cultuam junto com a umbanda alguns rituais de religiões afro-brasileiras.
b)      Uso de Bebidas Alcoólicas: Também encontramos terreiros dos seguintes tipos:
i)        Os que as entidades incorporadas não usam bebidas (muitas vezes por questão do próprio médium não estar preparado para este tipo de trabalho com bebida) criando uma espécie de tabu;
ii)      Os que elas bebem durante os trabalhos (tanto os que fazem o uso correto deste elemento, como os que abusam);
iii)    Os que usam bebida em situações mais veladas (existindo um certo rigor quanto a sua utilização, buscando coibir abusos de médiuns ainda em preparação).

Toda essa controvérsia é gerada pelo uso que as pessoas fazem das bebidas alcoólicas na vida diária, muitas vezes caindo no vício do alcoolismo, trazendo conseqüências graves para sua vida material e espiritual. Ocorre que médiuns predispostos ao vício podem, ao invés de atraírem espíritos de luz, afinizarem-se com espíritos de viciados que já morreram – esses espíritos serão obsessores dessa pessoa, uma vez que ela satisfaz seus desejos materialistas. Note-se que o álcool é um elemento usado na magia para trabalhos para o bem; abusos nunca são tolerados e exibicionismo não são sinais de incorporações de luz. Existem casas que, por ordem do mentor espiritual, nunca usaram ou deixaram de utilizar o fumo, assim como a bebida alcoólica, sem que por isso, tivessem qualquer problema com as entidades que, por ventura, utilizavam esses elementos. Afinal, os espíritos podem se adaptar e mudar a forma de trabalhar de acordo com o fundamento de cada instituição. É importante ressaltar, ainda, que quanto menos o espírito utilizar materiais terrenos melhor. Eles podem trabalhar com elementos bastante etéreos e tão eficazes quanto os fluídos do próprio médium.

10)  Paramentos: Na umbanda, os médiuns usam normalmente como paramentos apenas roupas brancas, podendo estar os pés descalços, representando a simplicidade e a humildade. Mas há umbandas que também utilizam roupas com as cores de cada linha. Por exemplo, em giras de Ogum se utiliza camisas ou batas vermelhas e calças e saias brancas. Nas giras de esquerda as roupas são pretas, sendo que as filhas de santo podem se vestir de vermelhe e preto. Pode ocorrer, por exemplo, que uma entidade de Preta-Velha solicite uma saia ou um lenço para amarrar os cabelos; isso visa a proporcionar que o médium se pareça mais com a entidade que está incorporando. Também há os apetrechos dos guias. Por exemplo, os Caboclos costumam utilizar cocares, alguns utilizam machadinhas de pedra, chocalhos, etc. Uma outra visão sobre os paramentos e apetrechos materiais utilizados pelos médiuns é de que são usados pelos espíritos como condensadores de energia: um modo de concentrar a energia e depois enviá-la, se positiva, ou dissipá-la no elemento apropriado, quando negativa.

domingo, 27 de março de 2011

Mensagem Especial

UM BURACO NO CÉU

Conta-se que São Pedro, muito preocupado ao notar a presença de algumas almas que ele não se lembrava de tê-las deixado entrar no céu, começou a investigar e encontrou um lugar por onde elas entravam.
Dirigiu-se até o Senhor e disse:
- Senhor Jesus, observei que temos aqui algumas almas que não me lembro de ter-lhes aberto as portas para que passassem a desfrutar da felicidade eterna.
E continuou:
- Fiz algumas investigações e achei um vão por onde elas entram, queria que o Senhor mesmo visse...
Jesus aceitou acompanhá-lo e viu que desse vão descoberto, se pendurava, entre o céu e a terra, um imenso rosário, por onde constantemente subiam muitas almas.
Alarmado, disse São Pedro:
- Creio, Senhor, que devemos fechar essa entrada...
- Não, não - respondeu-lhe Jesus - Deixe assim... essas são coisas de Mamãe...

Fonte: O Patrono - Março 2011.

sábado, 1 de janeiro de 2011

01-01-2011: FELIZ 2011!

Eis que começa mais um ano!

Muitas batalhas foram vencidas e muitas ainda estão por vir.

Que todos nós tenhamos força e luz para vencer todas elas e poder avançar em nossa evolução praticando a caridade.

A todos desejamos luz, paz e que Nosso Pai Oxalá abençoe suas vidas!

Para este novo início, deixo aqui esta Prece tão especial, que inicia nossos trabalhos!


Prece de Cáritas

DEUS, nosso Pai, que sois todo poder e bondade,
dai força àquele que passa pela provação,
dai luz àquele que procura a verdade,
pondo no coração do homem a compaixão e a caridade.
DEUS, dai ao viajor a estrela guia,
ao aflito a consolação, ao doente o repouso.
Pai, dai ao culpado o arrependimento,
ao espírito a verdade, a criança o guia, ao órfão o pai.
Senhor que a vossa bondade se estenda
sobre tudo que Criastes.
Piedade Senhor, para aqueles que não vos conhecem
e esperança para aqueles que sofrem.
Que a vossa bondade permita aos espíritos consoladores
derramarem por toda a parte
a paz, a esperança e a fé.
DEUS, um raio, uma faísca do Vosso amor pode abrasar a terra.
Deixa-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita
e todas as lágrimas secarão,
todas as dores acalmar-se-ão.
Um só coração, um só pensamento subirá até Vós
como um grito de reconhecimento e amor.
Como Moisés sobre a montanha,
nós Vos esperamos com os braços abertos.
Óh Bondade! Óh Beleza! Óh Perfeição!
E queremos de alguma sorte alcançar a Vossa misericórdia.
DEUS, dai-nos a força de ajudar o progresso a fim de subirmos até Vós.
Dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão,
dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho
onde se refletirá a Vossa Santa e Misericordiosa imagem.

QUE ASSIM SEJA!